Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

ENTREVISTA

acoplamentos, monitoramento, práticas de manutenção e especialização em engenha- ria. Para a John Crane, a prioridade é ajudar os operadores a manter a disponibilidade (uptime) e a operar com confiança nesses ambientes mais complexos. Nossa abordagem combina os mais de 50 anos de experiência da John Crane em selos secos com tecnologias como o recém lançado selo coaxial de separação Tipo 93AX, o John Crane Performance Plus™ e o John Crane Sense® para apoiar a eficiência, a confiabilidade e o desempenho dos ativos a longo prazo.

da conduta de operação da máquina e con- duzem decisões de manutenção melhores. O aspecto mais importante de se pontuar é: o monitoramento individual não resol- ve tudo sozinho. O diferencial verdadeiro advém da combinação entre a obtenção de dados, a inteligência da engenharia focada no caso, a experiência de campo da equipe e o uso de tecnologias consagradas. Ao agrupar todos esses fatores, a John Crane orienta seus clientes rumo à otimização da perfor- mance de toda a estrutura de equipamentos rotativos, ao invés de atuar pontualmente em unidades independentes. O&GB: O setor offshore brasileiro está avançando para águas cada vez mais profundas. Como essa evolução aumen- ta a complexidade técnica dos sistemas de selagem e pressiona a confiabilidade dos equipamentos? RQ: À medida que as operações offsho- re avançam para águas mais profundas, o ambiente técnico se torna significativamen- te mais exigente. Os equipamentos devem operar de forma confiável sob pressões mais altas, faixas de temperatura mais amplas, condições de processo complexas e ciclos de operação mais longos. Nessas aplicações, os compressores são ativos críticos; portan- to, os sistemas de selagem devem manter um desempenho estável com baixíssima tolerância a variações. Para os selos secos e os selos de separação, isso significa que a janela operacional se

torna mais desafiadora. O selo deve suportar uma operação segura e confiável enquanto gerencia as mudanças de pressão, a com- posição do gás, os riscos de contaminação e a necessidade de disponibilidade contí- nua. Em ambientes offshore, o acesso para intervenções é mais limitado do que nas instalações terrestres (onshore), o que torna a confiabilidade ainda mais importante. É por isso que sempre avaliamos o desempe- nho da selagem como parte do sistema de equipamentos como um todo. A confiabili- dade não é entregue por apenas um com- ponente isolado. Ela depende da interação entre selos, filtragem, sistemas de suporte,

O&GB: O framework Performance Plus™ e o John Crane Sense® combinam engenha- ria, serviços e monitoramento de condição. Como essa abordagem integrada poten- cializa os resultados do novo selo e apoia estratégias de manutenção preditiva? RQ: O John Crane Performance Plus™ é a nossa estrutura de serviços modulares idealizada para aprimorar o desempenho dos ativos. Ela integra o conhecimento espe- cializado de engenharia, serviços, tecnolo- gia e monitoramento de condições a fim de auxiliar os clientes em tomadas de decisões mais assertivas por todo o ciclo de vida do ativo. Dentro desse escopo, ferramentas tecnoló- gicas como o John Crane Sense® fornecem monitoramento de condições e diagnósti- cos avançados, viabilizando que os operado- res ganhem maior visibilidade a respeito da performance da máquina para identificar anomalias potenciais de maneira muito precoce. É o que ampara decisões de manu- tenção mais bem instruídas, viabilizando o caminho para a gestão de confiabilidade ser cada vez mais proativa. Se aliarmos isso ao uso de tecnologias como o selo coaxial de separação Tipo 93AX, toda essa sistemática otimiza os resultados con- solidados. Enquanto o selo auxilia na econo- mia do consumo de nitrogênio e favorece a operação com alta eficiência, o Performance Plus™ em conjunto com o John Crane Sense® apoiam os operadores no reconhecimento

Foto: Divulgação

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