Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

ENTREVISTA

condições operacionais e as estratégias de manutenção. O selo coaxial de separação Tipo 93AX faz parte de um ecossistema mui- to maior, o qual inclui tecnologias de sela- gem, sistemas de filtragem, acoplamentos, serviços de engenharia e ferramentas de monitoramento de condição. Cada elemen- to contribui para a estabilidade dos equi- pamentos, para a eficiência operacional e a confiabilidade a longo prazo de todo o parque de máquinas rotativas. Por exemplo, os sistemas de filtragem desempenham um papel vital na manuten- ção da integridade dos equipamentos, aju- dando a proteger o meio onde atua o selo. Os acoplamentos são responsáveis pela transmissão de energia segura e estabilida- de geral do conjunto.

que, por sua vez, reduz a carga de energia transferida para a plataforma. Uma vez que a geração de energia offsho- re está ligada ao consumo de combustíveis e emissões de CO₂, diminuir a demanda de energia desnecessária auxilia os esforços do operador voltados para a redução de emis- sões. É vital termos precisão aqui: o nitrogê- nio, em si, não gera o problema das emissões. A energia exigida para gerá lo e comprimi lo é o verdadeiro fator relevante. Este é um excelente exemplo de como me- lhorias de engenharia podem amparar os objetivos ESG (Ambiental, Social e de Gover- nança) de forma bem prática. O foco não é fazer declarações amplas, e sim aprimorar a eficiência e a confiabilidade em setores em que os operadores conseguem notar o be- nefício direto em suas operações. O&GB: A John Crane afirma que a perfor- mance depende do sistema como um todo. Como o Tipo 93AX se integra ao ecossistema de selagem, filtragem e acoplamentos para melhorar a performance global do equipa- mento? RQ: O desempenho de equipamentos ro- tativos depende diretamente da interação de múltiplos sistemas. Um selo só consegue desempenhar seu papel de forma eficaz se o ambiente ao redor lhe der suporte. Isso abrange a qualidade do fornecimento de gás, as condições dos equipamentos asso- ciados, alinhamento, transmissão de força,

operação, aliviar o sistema e aprimorar a eficiência operacional no longo prazo. Isso também reduz a pressão sobre os siste- mas de suporte e colabora para operações diárias mais estáveis. Para a John Crane, o valor vai além da simples redução do fluxo de nitrogênio. Está no resultado global do desempenho: ajudar os clientes a otimizar o rendimento dos ativos, manter a confiabilidade e eliminar as sobrecargas operacionais evitáveis como parte de uma abordagem sistêmica mais ampla. O&GB: Reduzir o consumo de nitrogênio também significa reduzir a carga energéti- ca da plataforma. Como tecnologias como o Tipo 93AX podem apoiar metas ESG ao diminuir a demanda por geração de energia e, consequentemente, a pegada de carbono das operações? RQ: A eficiência energética é uma verten- te cada vez mais importante na estratégia operacional offshore. Quando as tecno- logias reduzem a energia necessária para operar sistemas auxiliares, elas conseguem contribuir com as metas de redução de cus- tos e sustentabilidade de forma simultânea. O selo coaxial de separação Tipo 93AX apoia isso ao ajudar a reduzir o consumo de ni- trogênio na comparação com modelos de selos de separação tradicionais. Uma menor demanda de nitrogênio diminui a energia consumida em sua geração e compressão, o

Já o monitoramento das condições permite visibilidade contínua sobre a performance do equipamento, enquanto que os servi- ços de engenharia auxiliam na interpretação dessas leituras e indicam as ações precisas. Quando esses elementos operam juntos, os operadores são capazes de impulsionar a eficácia geral dos equipamentos, minimizar os riscos operacionais e sustentar rotinas de manutenção mais preditivas. É esse o preceito por trás da abordagem em nível de sistema adotada pela John Crane: o desempenho atinge seu pico de força quan- do o ecossistema completo dos ativos é considerado, em vez de o olhar recair apenas sobre um componente isolado.

Foto: Divulgação

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