Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 74

ENTREVISTA

Atualmente, a maior parte da frota em operação no Brasil segue o modelo de afretamento. A única exceção é o FPSO Bacalhau, da Equinor. Já as duas unidades em constru- ção, FPSO Raia e FPSO Gato do Mato, são de propriedade dos clientes.

RR: A MODEC adota diferentes modelos de negócio, que vão do afretamento das unidades à operação de plataformas pertencentes às operadoras, sempre com foco em segurança e eficiência operacional, independentemente do modelo adotado. O modelo contratual de cada ativo é definido conforme a necessidade de cada cliente.

Foto: Divulgação

O&GB: Quantas unidades flutuantes de produção (FPSOs ou FSO) a MODEC já forne- ceu para operações no Brasil, que é hoje o maior mercado da empresa no mundo? RR: A MODEC já entregou 17 unidades flutuantes de produção para o offshore brasileiro ao longo de duas décadas de atuação no país. Atualmente, tem mais 2 FPSOs em fase de construção, que serão entregues até 2029, totalizando 19 unidades desenvolvidas para o país. Da frota em operação no Brasil, o FPSO Cidade de Caraguatatuba MV27 e o FPSO Bacalhau foram construídos com cascos novos. As demais unidades são resultado de conversões.

O Brasil concentra a maior operação global da MODEC por razões estruturais e estratégicas. O país reúne reservatórios de classe mundial, especialmente no pré-sal, com alta produtividade e competitividade, além de uma demanda contínua por FPSOs. Atualmente cerca de 30% dos FPSOs contra- tados do mundo são para operar no Brasil. Acreditamos que esse cenário não mudará drasticamente no médio prazo, considerando expectativas positivas em novas fronteiras de exploração. O&GB: Vocês vêm inovando para atender a demanda por unidades mais robustas e modernas. Como a demanda do mercado brasileiro vem impulsionando a moderniza- ção dos projetos de cascos da Modec?

O&GB: Como a empresa vê essa trajetória no mercado brasileiro? RR: Ao longo desses mais de 20 anos tivemos grandes ciclos de lições aprendidas, fizemos uma transformação dos nossos pro- cessos e hoje temos uma estrutura local robusta capaz de dar o suporte técnico necessário às nossas operações offshore. Essa trajetó- ria de crescimento é sustentada também pelo investimento contínuo em tecnologia e pessoas, hoje mais de 3 mil profissionais atuam na empresa no Brasil. Outro grande motivo de orgulho são as parcerias de longo prazo que construímos com alguns dos maiores players da indústria

global, como Petrobras, Shell, TotalEnergies e Equinor. Nessas colaborações, temos a oportunidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento e crescimento dos seus projetos no Brasil O&GB: A MODEC opera atualmente 13 FPSOS e um FSO no Brasil, a maioria em regime de afretamento (lease) para a Petrobras. A entrega mais recente é o FPSO Bacalhau, para a Equinor. Quantos FPSOs pertencem a oil companies mas são opera- das pela empresa, e quantas são de proprie- dade da própria, afretadas e operadas para clientes brasileiros?

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