Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 74

MATÉRIA DE CAPA

Em qualquer desses cenários, a combinação de produção crescente, custos competitivos do pré sal e a presença de biocombustíveis dá ao Brasil mais margem de manobra do que em crises anteriores — mas não o torna imune. A agenda que se impõe é dupla. No curto prazo, é preciso monitorar fluxos, estoques e decisões de grandes players; acompanhar a resposta da Petrobras e o uso de reservas estratégicas; e avaliar impactos sobre inflação e logística. No médio e longo prazos, a prioridade é transformar vantagem conjuntural em resiliência estrutural: criar fundos de estabilização, investir em infraestrutura logística e de refino, ampliar a cadeia local de fornecedores, qualificar mão de obra e promover diversificação econômica em municípios que hoje dependem fortemente de royalties. A geopolítica continuará a ditar parte do preço; a resposta brasileira passa por consolidar produ- ção, proteger cadeias e investir em um futuro menos dependente de flutuações externas. Se a escalada no Golfo expõe fragilidades do sistema energético global, o momento também oferece ao Brasil uma janela para converter recursos e capacidade produtiva em legado duradouro — para o país e para cidades como Saquarema, onde a onda dos royalties já redesenha o mapa urbano e econômico.

Foto: Divulgação

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