COLUNISTA
Roberto Silva Roberto Silva é engenheiro, foi Superintendente de Portos e Superintendente da Indústria Naval em Secretaria de Estado no Rio de Janeiro, foi gerente geral (CEO) de consórcio responsável pelo contrato de eng., construção e montagem de 7 FPSOs.
Na África, Angola se destaca como o principal polo, com cerca de 15 a 18 FPSOs, enquanto Nigéria e Guiné Equatorial com- plementam esse eixo produtivo no Atlântico Sul. A análise conjunta dessas regiões evidencia a formação de um corredor estratégico de produção offshore, com elevada concen- tração de ativos e perspectiva contínua de expansão.
ando continuidade à análise apresentada anteriormente sobre a relevância estratégica do Atlântico
Sul, observa-se um movimento consistente de consolidação da região como princi- pal polo global de unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs). Esse protagonismo está diretamente asso- ciado ao avanço das atividades offshore em águas profundas e ultraprofundas, nas quais os FPSOs se estabeleceram como solução técnica e economicamente eficiente para o desenvolvimento de campos de grande porte.
Atlântico sul consolida-se como principal polo global de FPSOs
Fatores que explicam a liderança regional
Potencial geológico
A presença de campos gigantes, espe- cialmente no pré-sal brasileiro — como Búzios, Mero, Lula e Bacalhau — e em bacias africanas, como a do Kwanza, demanda soluções robustas e flexíveis. Nesse contexto, os FPSOs oferecem vantagens relevantes, como a redução da dependência de infraestrutura fixa e maior eficiência no escoamento da produção.
Brasil e áfrica impulsionam o crescimento
Embora os números variem conforme a metodologia adotada — considerando unidades em operação, construção ou conversão — o panorama global permite identificar tendências claras.
Estima-se que a frota mundial de FPSOs es- teja na ordem de 160 a 170 unidades.
Capacidade industrial e operacional
O Brasil lidera esse cenário com aproxima- damente 45 a 50 unidades em operação, consolidando-se como o principal mercado global desse tipo de ativo.
O Brasil desenvolveu, ao longo das últimas décadas, uma cadeia estruturada de engenharia, construção, operação e suporte logístico voltada ao segmento offshore.
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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