CONGRESSO
ra, com reflexos na redução de custos e no aumento da oferta de gás ao mercado brasi- leiro. Ao encerrar, Sylvia Anjos afirmou que a sustentabilidade da produção e a segurança energética do país dependem da inten- sificação das atividades exploratórias, da priorização de projetos de alto retorno e do fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Segundo ela, a Petrobras reúne experiência, capacidade técnica e portfólio para liderar esse movimento, desde que apoiada por decisões estratégicas consistentes e parcerias robustas. Após a apresentação, em conversa com jornalistas, a executiva mencionou estudos para implantação de unidades menores no bloco de Aram, na Bacia de Santos, além de iniciativas voltadas à revitalização de campos maduros e ao reaproveitamento de plataformas. Ela também citou a possibili- dade de cooperação internacional com o México em projetos exploratórios offshore, ressaltando que, embora haja interesse político, as decisões finais seguem condicio- nadas ao potencial geológico das áreas.
Além disso, lembrou que fatores externos — como tensões geopolíticas, choques de oferta e volatilidade de preços — influen- ciam diretamente o ambiente de negócios, exigindo flexibilidade financeira e operacio- nal para garantir a execução dos projetos prioritários.
para evitar declínio nas próximas décadas. Ela apontou o licenciamento ambiental como um dos principais gargalos para novas campanhas, ressaltando que a expansão offshore depende da perfuração de novos poços, aquisição sísmica e avanço em novas fronteiras. Ao abordar a estratégia para os próximos anos, Sylvia enfatizou que a priorização de projetos e a disciplina de capital são impe- rativos. Segundo ela, a gestão de portfólio voltada à geração de valor exige análise crítica, otimização e, quando necessário, o adiamento de iniciativas menos rentáveis. Nesse sentido, destacou o papel da engenharia de valor e da simplificação de projetos de plataformas, com impacto direto na redução de investimentos e no prazo de entrega. Exemplos como o progra- ma REVIT e as otimizações implementadas em Búzios demonstram, de acordo com a executiva, que a redução de peso e escopo pode gerar ganhos relevantes de eficiência sem comprometer a confiabilidade. A cadeia de suprimentos também foi apontada como elemento estratégico. Sylvia defendeu investimento em fornecedores locais, inovação tecnológica e qualifica- ção da indústria nacional como forma de ampliar a capacidade de resposta e reduzir custos. Ela ressaltou que modelos de contratação plurianual e parcerias industriais contribuem para a previsibilidade, mitiga- ção de riscos e fortalecimento do conteúdo local, com impactos econômicos e sociais.
por cerca de 89% desse total. A produção nacional tem origem em mais de 6 mil poços, com predominância numérica de poços terrestres, mas com maior relevância produtiva das operações offshore. Sylvia Anjos também destacou a evolução tecnológica da indústria, que ampliou a capacidade de operação de reservató- rios inicialmente situados a cerca de 2 mil metros de profundidade para níveis superiores a 6 mil metros, como nas novas fronteiras exploratórias da Margem Equatorial.
Ganhos e aprendizados
No campo da transição energética, a direto- ra afirmou que os novos projetos precisam ser resilientes do ponto de vista ambiental e econômico, incorporando soluções de baixo carbono, práticas de circularidade e iniciativas como o descomissionamento responsável. Ela também destacou a importância da execução integrada, do poço ao mercado, como alavanca para acelerar o ramp-up da produção e maximizar a capacidade das unidades. O campo de Búzios foi citado como exemplo de ganhos associados à repetibilidade de projetos, antecipação de entregas e uso mais eficiente de infraestrutu-
Eficiência operacional e extensão da vida útil
A eficiência operacional foi outro eixo central da apresentação. Segundo a diretora, ganhos recentes da ordem de 4% na eficiência das plataformas equivalem, na prática, à entrada em operação de um novo FPSO, resultado de investimentos em conectividade, digitalização, redução de perdas e adoção de soluções tecnológicas. Nesse contexto, ela enfatizou ainda a importância da extensão da vida útil das unidades existentes, frisando a necessidade de preservar e modernizar ativos maduros, comparados por ela a “antiguidades” de valor estratégico para a continuidade da produção. Apesar do cenário de expansão, a executiva chamou atenção para um dos principais desafios do setor: a reposição de reservas. O atual patamar de produção, afirmou, exige a intensificação das atividades exploratórias
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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