A Revista digital Oil & Gas Brasil passa a apresentar uma nova estrutura gráfica e digital, para atender melhor essas demandas. A principal mudança está no formato edi torial, que deixa de ser horizontal e passa a ser vertical, padrão amplamente utiliza do por publicações no Brasil e no exterior. Trata-se de um formato consolidado, que facilita a leitura, possibilita organizar melhor o conteúdo e amplia a compatibilidade com diferentes plataformas de visualização. Essa alteração tem impacto direto na área comercial. No modelo anterior, a inserção de anúncios exigia, muitas vezes, o desen volvimento de artes específicas, diferentes dos padrões normalmente utilizados pelas áreas de marketing e agências. Com o novo formato, a revista passa a trabalhar com dimensões já consolidadas no mercado, tor nando o processo de inserção mais simples, rápido e menos oneroso para quem anuncia.
Edição 76 Maio de 2026
A edição de 2026 consolidou o evento como o principal hub de negócios, inovação e networking da indústria offshore, com resultados expressivos que refletem sua importância estratégica para toda a cadeia produtiva: Não perca a 5ª Edição do FPSO EXPO , o maior evento internacional sobre FPSOs, que acontecerá em maio de 2027.
A CONFERÊNCIA abordou temas relevantes sobre o panorama do mercado de FPSOs no Brasil e no mundo, inovação e tecnologias offshore, ESG e descarbonização, preparando o terreno para que, em 2027, possamos aprofundar ainda mais os debates e trazer novas perspectivas para o setor. Venha fazer parte desta jornada de inovação e negócios em 2027, fortalecendo sua presença no ecossistema offshore e ampliando conexões estratégicas.
A EXPOSIÇÃO reuniu empresas reconhecidas por suas soluções inovadoras, desde tecnologias de automação, digital twins, robótica, turbomáquinas à monitoramento inteligente e novos materiais. Além disso, as rodadas de negócios e parcerias firmadas na Rede de Oportunidades, reforçaram o caráter do evento como catalisador de crescimento e cooperação.
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REALIZAÇÃO
RESERVE JÁ patrocinio@fpsosexpor.com.br expositor@fpsosexpor.com.br www.fpsosexpor.com.br
O FPSO EXPO 2026 contou com patrocínios de grandes players do mercado, incluindo Petrobras (Master), TechOcean AASJ (Platinum), Baker Hughes e Relimp (Gold), CONSAG Engenharia, PRIO, Modec e Porto do Açu (Silver), Yinson Production e Samson (Bronze).
LOCAL
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
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CONGRESSO
Celebrando o sucesso da 4ª edição
FPSO EXPO – BRASIL EPICENTRO GLOBAL DE FPSOS
Revista digital Oil & Gas Brasil e Guia Oil & Gas Brasil são publicações exclusivas da MJB Edito- res Associados. Diretora: 06 ........................... Editorial 08 ................... congresso 12 ................... congresso 16 ................... congresso 18 ................... congresso 20 ................... congresso 22 .................. congresso 24 .................. congresso 32 ................... congresso 45 ................... congresso 66 ................... congresso 90 . . . . . . Rede de Oportunidades 94 ........................ Exposição 133 ........................ Exposição 138 ....................... Empresas
FPSO Expo. Cada estande visitado, cada painel reali- zado e cada conversa iniciada durante o evento aju- dou a construir conexões valiosas e a fortalecer uma indústria que desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico e energético do Brasil. O sucesso alcançado nesta edição é resultado do comprometimento de expositores, patrocinado- res, palestrantes, parceiros institucionais, apoia- dores e visitantes que acreditam na importância de criar espaços dedicados ao compartilhamento de conhecimento e à construção de oportuni- dades. A todos eles, expressamos nosso sincero agradecimento por fazerem parte desta história. Ao revisitar os destaques apresentados nesta revista, esperamos que você possa reviver os melhores momentos da FPSO Expo, celebrar as conquistas alcançadas e se inspirar para os desafios e oportunidades que estão por vir. O futuro da indústria offshore é construído por pessoas, ideias e conexões, e a FPSO Expo tem orgulho de contribuir para esse movimento. A todos os participantes, expositores, patrocina- dores, palestrantes e parceiros, nosso sincero agra- decimento por contribuírem para o sucesso desta edição. A jornada continua, e estamos ansiosos para reencontrá-los em novos capítulos dessa história.
4ª edição da FPSO Expo marcou mais um importante capítulo na trajetória de um evento que se consolidou como
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CONGRESSO
referência para profissionais, empresas e lideranças da indústria de FPSOs e do setor offshore. Durante três dias de intensa programação, a conferência e exposição reuniram mais de 7 mil participantes, promovendo um ambiente único para a troca de conhecimento, a geração de negócios e o fortalecimento de relacionamentos estratégicos. Em um momento de transformação e cresci- mento para a indústria de energia, a FPSO Expo reafirmou seu papel como ponto de encontro para os principais atores do mercado. Especialistas, executivos, autoridades, fornecedores, operado- res, investidores e profissionais de diversas áreas compartilharam experiências, discutiram tendên- cias e apresentaram soluções capazes de impulsio- nar o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Esta edição especial da revista foi criada para registrar os momentos mais relevantes dessa jorna- da. Ao longo das próximas páginas, você encontra- rá uma cobertura abrangente da conferência e da exposição, incluindo os principais temas debatidos, os destaques das palestras, as inovações apresenta- das pelos expositores e os depoimentos de profis- sionais que contribuíram para o sucesso do evento. Mais do que um registro dos acontecimentos, esta publicação busca retratar a energia, o entusiasmo e o espírito colaborativo que marcaram a 4ª edição da
OS DESAFIOS DA EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO BRASIL
22 CONGRESSO NOVAS FRONTEIRAS
OFFSHORE AMPLIAM O PORTUNIDADES PARA O MERCADO GLOBAL DE FPSOS
90 REDE DE OPORTUNIDADES
A GRANDE REDE DE OPORTUNIDADES
Renata Soares Reportagem: Fabiano Reis, Julia Vaz e Luiza Xavier Editora: Flávia Vaz Comercial: lrys Lima/ Leandro Jesus Diagramação: MJB Editores Associados Fotos: Fernando Alvim e Marcos Fernandes Circulação: Mensal envio para + 40 mil e-mails.
94 EXPOSIÇÃO
FPSO EXPO NA VITRINE DA CADEIA PRODUTIVA DE FPSO
As matérias jornalísticas e artigos assinados em Revista digital Oil & Gas Brasil somente poderão ser reproduzidos, pardal ou Integralmente, mediante autorizaç o da diretoria. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Revista digi- tal Oil & Gas Brasil. A revista é dirigida a empresários, executivos, engenheiros, geólogos, técnicos, pes- quisadores, fornecedores, prestadores de serviços e compradores do mercado petrolífero brasileiro.
Nos vemos em 2027!
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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EDITORIAL
FPSO Expo 2026
Ao mesmo tempo, a área expositiva materializou essa inovação, permitindo o contato direto com soluções e fornecedores.
de óleo equivalente por dia — com mais de 4,1 milhões provenientes do offshore . Em abril desse ano, o país registrou um novo recorde histórico de produção, alcançando 5,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia — dos quais 98,1% de petróleo e 88% do gás natural . A combinação entre reservatórios de alta produtivi- dade e a expansão contínua da frota de FPSOs criou um ambiente no qual o crescimento deixou de ser episódico para se tornar sistêmico. É nesse cenário que os FPSOs se afirmam como ativos centrais. O Brasil não apenas lidera em número de unidades em operação, como também concentra alguns dos projetos mais complexos e tecnologicamente avançados do mundo. O parque dessas unidades tem se expandido de forma consistente, acompa- nhando a entrada de novos sistemas de produção no pré-sal e consolidando o país como laboratório global para soluções em águas ultraprofundas. O FPSO Expo emerge, portanto, como reflexo e motor dessa transformação. Ao reunir operadoras, estaleiros, afretadores, fornecedores e centros de conhecimento, o evento cumpre um papel que vai além da difusão técnica: ele estrutura o ecossistema. A presença de lideranças empresariais, especialistas e tomadores de decisão cria um ambiente onde tendências são discutidas, projetos são viabilizados e alianças estratégicas são formadas. A edição desse ano, como mostramos nas próximas páginas, reflete essa maturidade. A programação abordou desde os marcos regulatórios até estudos de caso de projetos bem-sucedidos, passando pela evolução técnica das unidades, pela digitalização, pela eficiência operacional e pelas tecnologias emergentes que estão redefinindo a indústria.
Um hub global de debates do setor offshore
consolidação da FPSO Expo 2026 – Brasil Epicentro Global de FPSOs como princi- pal fórum global dedicado às platafor-
mas flutuantes de produção não é um acaso — é resultado direto do posicionamento do Brasil como protagonista mundial no offshore. O que começou, em 2023, como o Seminário Nacional de Plataformas Flutuantes de Produ- ção, reunindo pouco mais de 160 participantes, transformou-se, em apenas três anos, em um megaevento que mobiliza cerca de 7.500 profissionais, consolidando-se como espaço estratégico para decisões, inovação e negócios. A evolução do próprio evento é simbólica. Ao se tornar um modelo dual — integrando congresso técnico e exposição de soluções — o FPSO Expo passou a refletir a dinâmica da indústria: conheci- mento e tecnologia caminham juntos para susten- tar um setor cada vez mais desafiador, intensivo em capital e altamente dependente de inovação. Ao mesmo tempo, a FPSO Expo resgata uma verdadeira saga da engenharia naval e offshore impulsionada pelo país nas últimas décadas. A expansão contínua do pré-sal e a entrada de novos projetos têm estimulado o desenvolvimento de modelos inéditos de FPSOs, exigindo soluções mais robustas, eficientes e inteligentes. Essa evolução demanda tecnologias de última geração voltadas à eficiência energética, à segurança operacional
Foto: O evento recebeu selo CarbonFree.
Há, entre os agentes da cadeia produtiva, uma convergência clara: os FPSOs continuarão sendo o principal vetor de produção offshore na próxima década. Mesmo diante do avanço da transição energética, a demanda por petróleo e gás perma- necerá relevante, sustentando a necessidade de investimentos em sistemas de produção eficientes, seguros e cada vez mais sustentáveis. Em poucos anos o evento construiu uma trajetória consistente, alinhada ao timing da indústria. Hoje, é mais do que um evento: é um hub global. Um ponto de convergência onde o futuro dos FPSOs — e da produção offshore — é debatido, desenhado e impulsionado. Se o offshore brasileiro é o motor da produção nacional, os FPSOs são seu coração operacional. E a FPSO Expo – Brasil Epicentro Global de FPSOs é, definitivamente, o espaço onde esse sistema ganha voz, forma e direção.
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e ao aumento da produtividade. Soma-se a isso a pressão crescente por descarbonização, que acelera a adoção de sistemas híbridos, automação avançada e novos conceitos de processamento. Assim, o evento também se torna um espaço de valorização dessa trajetória tecnológica, reco- nhecendo o papel do Brasil como catalisador de inovação global no setor. Essa consolidação acompanha o crescimento da produção offshore brasileira, com a entrada de novos FPSOs em operação, a despeito da curva descendente de um portfólio de campos maduros. Em 2023, o Brasil produziu 4,344 milhões de barris
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FPSO EXPO – Brasil Epicentro Global de FPSOs
Uma construção coletiva da indústria offshore
Por Fabiano Reis, Julia Vaz e Luiza Xavier
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Foto: - Leandro Villela (FPSO Expo), Sylvia Anjos ( Petrobras) e Jorge Mitidieri (FPSO Expo)
novo recorde brasileiro na produção de petróleo e gás em abril, de 6,6 milhões de barris de
revista digital Oil & Gas Brasil, de 19 a 21 de maio, no ExpoRio.
• 19 entidades apoiadoras , incluindo associações, institutos e clusters do setor petrolífero offshore Com o patrocínio da Petrobras (Master), TechOcean-AASJ (Platinum), Baker Hughes e Relimpp (Gold), Consag Engenharia, PRIO, Modec e Porto do Açu (Silver),Yinson Production e Samson Group (Bronze) , a FPSO Expo teve a participação de cerca de 80 organizações no congresso e exposição. Com uma robusta programação e os principais experts do setor participando de palestras e painéis, o evento teve o apoio institucional de entidades públicas como
Os números do evento deste ano demonstram que o FPSO EXPO já se consolidou como um hub de discussão, negócios, inovação e networking da indústria offshore, reunindo os principais players do setor, entre operadoras, forne- cedores de bens e serviços, construtores e afretadores de FPSOs, autoridades e executivos de empresas do setor.
óleo equivalente (boe) de petróleo e gás natural por dia é não somente um marco da indústria petrolífera, como também de toda cadeia produtiva envolvida nas atividades de exploração e produção no país. Principalmente aqueles que têm partici- pação direta na construção de um dos fatores-chaves desse recorde: as unidades flutuantes de produção, armazenamen- to e escoamento. E foram elas o centro dos debates e apresentações da quarta edição da FPSO Expo 2026 – Brasil Epicentro Global de FPSOs, realizado pela
“Nessa quarta edição, já somos reconhe- cidos como o maior e mais representati- vo congresso e exposição com foco em FPSOs na América Latina”, comemorou Leandro Villela, CEO da revista digital Oil & Gas Brasil, que criou e organiza o evento. O executivo abriu o evento ao lado de Jorge Mitidieri, diretor geral do evento, anunciando Carlos Alberto Pedroso (Petrobras), como diretor técnico do FPSO Expo, recebendo a primei- ra palestrante, Sylvia Anjos, diretora de exploração e Produção da Petrobras.
NÚMEROS DA FPSO EXPO
• 7.400 visitantes qualificados • 25 palestrantes nacionais e internacionais • 350 inscritos na conferência técnica • 59 expositores apresentando tecnologias, soluções e serviços
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Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro), Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abee- mar), Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Rio), Associação Brasileira dos Reparadores Offshore (Abraco), Association of Marine Projects – Brazil Chapter (AMPP Brazil Chapter), Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobe- na), Polo Sebrae Offshore (Polo Sebrae Offshore), Centro Tecnológico Darcy Duarte (CTDut) e Rede Petro Espírito Santo (RedePetro ES).
Secretaria de Energia e Economia do Mar do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Empresa de Pesquisa Energé- tica (EPE). O evento também teve o apoio das principais organizações setoriais: Insti- tuto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Energy Industries Council (EIC), Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ), Sindicato Nacional da Indus- tria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Fede- ração das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamen- tos (Abimaq), Associação Brasileira das
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Os desafios da exploração e produção de petróleo no Brasil
Atualmente, o país conta com 59 FPSOs em operação, responsáveis pela maior parte da produção nacional. Em abril, foi registra- do um novo recorde de 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia, somando petróleo e gás natural, sendo 81,8% provenientes do pré-sal. Nos últimos dez anos, acrescentou, o Brasil colocou em operação 24 unidades desse tipo, consolidando-se como um dos principais polos globais do segmento. Projetos recentes, como as plataformas P-78 e P-79, e o desempenho de campos como Búzios — um dos mais produtivos do mundo — reforçam esse protagonismo. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que os campos marítimos respondem por 98,1% do petróleo e 88% do gás natural produzidos no país. A Petrobras, isolada- mente ou em consórcio, é responsável
oi com este tema que S ylvia Anjos, diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras , abriu o
primeiro dia do congresso, abordando a evolução da indústria offshore brasileira, o crescimento da produção no pré-sal, os avanços tecnológicos do setor e a necessida- de de reposição de reservas para sustentar a expansão da atividade nos próximos anos. Em sua apresentação, a executiva ressaltou que a trajetória da Petrobras é marcada por aprendizado contínuo, que permitiu à com- panhia avançar das operações onshore até as fronteiras ultraprofundas do pré-sal. Segundo ela, a construção de uma base sólida de conhecimento ao longo de décadas viabilizou a transformação de projetos em produção em larga escala, consolidando o Brasil em posição de liderança global — ao mesmo tempo em que amplia responsabilidades e desafios estratégicos.
Foto: Divulgação
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ra, com reflexos na redução de custos e no aumento da oferta de gás ao mercado brasi- leiro. Ao encerrar, Sylvia Anjos afirmou que a sustentabilidade da produção e a segurança energética do país dependem da inten- sificação das atividades exploratórias, da priorização de projetos de alto retorno e do fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Segundo ela, a Petrobras reúne experiência, capacidade técnica e portfólio para liderar esse movimento, desde que apoiada por decisões estratégicas consistentes e parcerias robustas. Após a apresentação, em conversa com jornalistas, a executiva mencionou estudos para implantação de unidades menores no bloco de Aram, na Bacia de Santos, além de iniciativas voltadas à revitalização de campos maduros e ao reaproveitamento de plataformas. Ela também citou a possibili- dade de cooperação internacional com o México em projetos exploratórios offshore, ressaltando que, embora haja interesse político, as decisões finais seguem condicio- nadas ao potencial geológico das áreas.
Além disso, lembrou que fatores externos — como tensões geopolíticas, choques de oferta e volatilidade de preços — influen- ciam diretamente o ambiente de negócios, exigindo flexibilidade financeira e operacio- nal para garantir a execução dos projetos prioritários.
para evitar declínio nas próximas décadas. Ela apontou o licenciamento ambiental como um dos principais gargalos para novas campanhas, ressaltando que a expansão offshore depende da perfuração de novos poços, aquisição sísmica e avanço em novas fronteiras. Ao abordar a estratégia para os próximos anos, Sylvia enfatizou que a priorização de projetos e a disciplina de capital são impe- rativos. Segundo ela, a gestão de portfólio voltada à geração de valor exige análise crítica, otimização e, quando necessário, o adiamento de iniciativas menos rentáveis. Nesse sentido, destacou o papel da engenharia de valor e da simplificação de projetos de plataformas, com impacto direto na redução de investimentos e no prazo de entrega. Exemplos como o progra- ma REVIT e as otimizações implementadas em Búzios demonstram, de acordo com a executiva, que a redução de peso e escopo pode gerar ganhos relevantes de eficiência sem comprometer a confiabilidade. A cadeia de suprimentos também foi apontada como elemento estratégico. Sylvia defendeu investimento em fornecedores locais, inovação tecnológica e qualifica- ção da indústria nacional como forma de ampliar a capacidade de resposta e reduzir custos. Ela ressaltou que modelos de contratação plurianual e parcerias industriais contribuem para a previsibilidade, mitiga- ção de riscos e fortalecimento do conteúdo local, com impactos econômicos e sociais.
por cerca de 89% desse total. A produção nacional tem origem em mais de 6 mil poços, com predominância numérica de poços terrestres, mas com maior relevância produtiva das operações offshore. Sylvia Anjos também destacou a evolução tecnológica da indústria, que ampliou a capacidade de operação de reservató- rios inicialmente situados a cerca de 2 mil metros de profundidade para níveis superiores a 6 mil metros, como nas novas fronteiras exploratórias da Margem Equatorial.
Ganhos e aprendizados
No campo da transição energética, a direto- ra afirmou que os novos projetos precisam ser resilientes do ponto de vista ambiental e econômico, incorporando soluções de baixo carbono, práticas de circularidade e iniciativas como o descomissionamento responsável. Ela também destacou a importância da execução integrada, do poço ao mercado, como alavanca para acelerar o ramp-up da produção e maximizar a capacidade das unidades. O campo de Búzios foi citado como exemplo de ganhos associados à repetibilidade de projetos, antecipação de entregas e uso mais eficiente de infraestrutu-
Eficiência operacional e extensão da vida útil
A eficiência operacional foi outro eixo central da apresentação. Segundo a diretora, ganhos recentes da ordem de 4% na eficiência das plataformas equivalem, na prática, à entrada em operação de um novo FPSO, resultado de investimentos em conectividade, digitalização, redução de perdas e adoção de soluções tecnológicas. Nesse contexto, ela enfatizou ainda a importância da extensão da vida útil das unidades existentes, frisando a necessidade de preservar e modernizar ativos maduros, comparados por ela a “antiguidades” de valor estratégico para a continuidade da produção. Apesar do cenário de expansão, a executiva chamou atenção para um dos principais desafios do setor: a reposição de reservas. O atual patamar de produção, afirmou, exige a intensificação das atividades exploratórias
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Um passo consistente no caminho certo
trar uma parcela significativa dos futuros projetos de FPSOs no mundo, além do potencial das novas fronteiras explorató- rias. Além disso uma intensa discussão da importância da geopolítica do petróleo neste negócio. A agenda ESG e de descarbonização, por sua vez, consolidou-se como parte indissociável das estratégias desta indús- tria. A busca por soluções mais susten- táveis deixou de ser tendência para se tornar diretriz efetiva e perpétua. Reforçamos, ainda, nossa vocação como um hub de relacionamento e negó- cios, conectando empresas, executivos e especialistas em torno de um mercado que segue em expansão. Encerramos esta edição com a convicção de que avançamos de forma consistente, mas também com o desafio de evoluir continuamente. Vamos em busca de internacionalizar nosso evento e buscar cada vez mais players deste mercado tão importante para a agenda Brasil offshore. Deste modo, deixo aqui, para vocês nossos leitores, um convite especial: de 18 a 20 de maio de 2027 voltaremos ainda mais preparados para realizar uma edição maior, mais inovadora e mais estratégica. Esperamos todos vocês na 5ª Edição da FPSO EXPO 2027! Jorge Luiz Mitidieri, diretor geral do FPSO Expo 2026.
Trata-se de um segmento com enorme representatividade dentro da indústria de óleo e gás e que ganha relevância em um cenário global cada vez mais dinâmico e desafiador. A presença e participação importante de grandes players deste nosso merca- do — como Petrobras, Shell, Equinor, Modec, SBM Offshore, Baker Hughes, entre outros — reforça a crescente confiança do mercado na FPSO EXPO como um espaço qualificado para debate e geração de negócios. Estamos construindo, com consistência, uma conferência e uma exposição de classe mundial. Ao longo dos debates, temas estratégi- cos como descarbonização, digitalização, eficiência energética e novos mode- los de contratação foram amplamente abordados. Em um setor complexo como o de FPSOs, ficou evidente a demanda por conhecimento e análise estratégi- ca — e nossa programação respondeu a essa necessidade. Na área de exposição, mais de 50 soluções tecnológicas evidenciaram o compromisso das empresas com a inovação contínua. Automação, digital twins, robótica e novos materiais apontam para um futuro em que a otimização da performance offshore será cada vez mais decisiva para a competitividade do setor. O protagonismo do Brasil também esteve no centro das discussões. Diversos palestrantes destacaram a importância geopolítica do país, que deve concen-
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edição de 2026 da FPSO EXPO representa, sem dúvida, um marco importante na consoli-
alcançamos um crescimento superior a 20% em relação ao ano de 2025 — um indicativo claro de que estamos no caminho certo. Esses números refletem não apenas o amadurecimento do evento, mas também a força do mercado de FPSOs no Brasil.
dação deste evento como referência na agenda offshore nacional. Com quase 7.500 visitantes qualificados, mais de 58 expositores e praticamente 350 participantes na conferência técnica,
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Novos modelos de contrato
de construção e operação. Esse modelo tende a viabilizar decisões mais rápidas e soluções integradas. Apesar das diferenças, Freitas reforçou que não existe um modelo universal- mente melhor. A escolha depende do contexto do projeto, considerando fatores como capacidade financeira do operador, complexidade técnica, ambiente regulatório, estratégia de longo prazo e necessidades de financiamento. Outro ponto crítico é a governança contratual. Segundo o executivo, muitos problemas não decorrem da tecnologia, mas de falhas na definição de responsa- bilidades, interfaces e incentivos entre as partes. Em modelos mais complexos e híbridos, a clareza sobre quem decide o quê e quando se torna tão relevante quanto o próprio projeto de engenharia. Freitas também destacou que cláusulas comerciais — como estrutura de tarifas, disponibilidade operacional, regimes de bônus e penalidades, e condições de término — podem alterar significa- tivamente os resultados econômicos, mesmo entre contratos aparentemente semelhantes. Por fim, enfatizou que a escolha do modelo contratual deve priorizar a geração de valor ao longo do ciclo de vida do projeto. A antecipação do início da produção e elevados níveis de disponibi- lidade operacional podem gerar ganhos expressivos, reforçando que contratos bem estruturados são determinantes para o sucesso dos projetos de FPSO.
Esse contexto tem incentivado a revisão da alocação de riscos e o avanço de solu- ções híbridas, em substituição a modelos padronizados.
hiago Freitas, vice-presidente de desenvolvimento de negó- cios da Yinson, destacou du-
Principais modelos
Freitas observou que a indústria conta hoje com cerca de 210 FPSOs instalados ou contratados, sendo o Brasil o princi- pal mercado global, impulsionado pelo pré-sal. Os modelos mais comuns são o EPC/EPCI com propriedade do cliente (cerca de 62%) e o Lease & Opera- te (aproximadamente 36%), com presença relevante também de estruturas híbridas como BOT. • EPC / EPCI com propriedade do clien- te: nesse formato, a companhia de petró- leo detém o ativo e assume a operação, enquanto o contratado executa a enge- nharia, suprimentos e construção. É um modelo associado a maior controle do operador, comum em campos de longa vida e com forte capacidade interna. • BOT (Build-Own-Transfer): estrutura híbrida na qual o contratado desenvolve e opera o FPSO inicialmente, transferindo a propriedade e a operação ao cliente ao longo do ciclo do projeto. Permite equilibrar restrições de capital e acelerar a execução, mantendo opção de controle futuro. • Lease & Operate (BOO – Build, Own, Operate): o contratado financia, constrói e opera a unidade, permane- cendo com o ativo em seu balanço. O operador paga uma tarifa diária, preservando capital e transferindo riscos
rante a FPSO Expo que os modelos de contratação de plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transfe- rência (FPSO) assumem hoje um papel central na viabilização e no desempenho econômico dos projetos offshore. Representando uma multinacional de infraestrutura energética com atuação global em produção, renováveis e tecno- logias verdes, o executivo ressaltou que a evolução desses contratos acompanha a crescente complexidade do setor. Segundo Freitas, os contratos vão além de estruturas jurídicas e representam decisões fundamentais sobre alocação de risco, financiamento e governança operacional. Essas escolhas impactam diretamente custo, cronograma, flexibilidade e volatilidade dos proje- tos. Em essência, definir quem assume o risco, quem aporta o capital e quão rapidamente se atinge o “first oil” tornou- -se central para a geração de valor. O executivo destacou três perguntas-cha- ve que orientam os modelos contratuais: quem é o dono do ativo, quem financia o projeto e quem opera o FPSO. A combinação dessas variáveis define o modelo adotado e sua distribuição de riscos e retornos.
Foto: Divulgação
No atual cenário global, esses arranjos vêm se tornando mais sofisticados. Entre os principais vetores estão o aumento da escala e da complexidade das unida- des, a elevação do CAPEX e das taxas de juros, além de restrições na cadeia de suprimentos e maior pressão por reduzir o tempo até o início da produção.
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Extensão de vida útil exige gestão de integridade, dados e manutenção preditiva
A palestra também abordou a evolução histórica dos modelos de manutenção na indústria offshore. O executivo explicou que, entre as décadas de 1960 e 1980, predominava uma abordagem correti- va, baseada em operação até falha. Com o avanço das exigências regulatórias e o aumento dos custos operacionais, o setor passou a adotar estratégias preventivas e, mais recentemente, modelos preditivos de manutenção. Segundo o executivo, a manutenção preditiva representa hoje uma das principais ferramentas para ampliar a eficiência operacional e reduzir riscos em ativos maduros. A metodologia utiliza análise de dados, monitoramento contínuo e modelagem matemática para prever de- gradações antes que ocorram falhas críticas. Outro tema relevante da apresentação foi a obsolescência tecnológica. O execu- tivo explicou que muitos equipamentos utilizados em plataformas mais antigas já não possuem peças disponíveis no merca- do, obrigando operadores a desenvolver estratégias específicas de reposição, retrofit ou substituição de sistemas. “...o primeiro passo para qualquer projeto de extensão de vida útil é compreender com precisão o histórico operacional da unidade’.”
de rotação das unidades são fundamentais para garantir segurança operacional em projetos de extensão de vida útil. Ele observou ainda que decisões relacio- nadas à manutenção precisam equilibrar custo, risco e continuidade operacional. Segundo ele, o aumento do Opex em estratégias preventivas e preditivas pode gerar ganhos relevantes no longo prazo, reduzindo falhas, paradas não programadas e perdas de produção. Ao encerrar a apresentação, Galgoul reforçou que a indústria offshore caminha para um modelo cada vez mais orientado por dados, análise de risco e inteligência operacional. Para ele, o sucesso da exten- são de vida útil de FPSOs dependerá da capacidade das operadoras de integrar manutenção preditiva, gestão de integrida- de e tomada de decisão baseada em dados técnicos confiáveis. Em rápida entrevista após a palestra, Galgoul disse considerar a manutenção um dos maiores desafios para o mercado. “Muito embora a minha palestra tenha sido sobre extensão de vida, o que mais impacta a extensão de vida é o quanto de manu- tenção nós fizemos ou deixamos de fazer. E esse impacto, obviamente, viabiliza ou não viabiliza a extensão de vida de uma plata- forma. Os gastos podem parecer excessivos de vez em quando, são gastos excessivos momentaneamente, que vão evitar conse- quências muito mais severas lá na frente”. “...decisões relacionadas à manutenção precisam equilibrar custo, risco e continui- dade operacional.”
s desafios relacionados à extensão da vida útil de plataformas offshore e FPSOs maduros foram tema da
palestra de Daniel Galgoul, Decommis- sioning and Restoration Front End Lead at Shell, durante a FPSO Expo. O executivo abordou os principais fatores técnicos, ope- racionais e regulatórios envolvidos na conti- nuidade de operação de unidades offshore além da vida útil originalmente prevista em projeto. Segundo Galgoul, o primeiro passo para qualquer projeto de extensão de vida útil é compreender com precisão o histórico operacional da unidade. Para ele, a capacidade de manter um FPSO operando de forma segura depende diretamente da qualidade dos dados acumulados ao longo dos anos, da rastreabilidade das intervenções realizadas e da compreensão dos limites e struturais dos ativos. O executivo destacou que segurança, conformidade regulatória e proteção ambiental permanecem como fatores inegociáveis nos projetos offshore. Segundo ele, qualquer decisão relaciona- da à extensão de vida útil precisa consi- derar integridade estrutural, requisitos de classificação, sistemas submarinos, geração de energia, ancoragem e obsolescência de equipamentos.
Durante a apresentação, Galgoul ressaltou que mais de 60% dos projetos de extensão de vida útil não alcançam o prazo inicial- mente previsto. Segundo ele, problemas de integridade estrutural e falhas em sistemas críticos estão entre os principais fatores que comprometem a continuidade operacional das unidades offshore maduras. Foto: Divulgação
Manutenção é crucial
Daniel Galgoul também elencou os desa- fios ligados aos sistemas de ancoragem e turret de FPSOs. Segundo ele, avaliações de fadiga estrutural e integridade dos sistemas
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Novas tecnologias ampliam complexidade e são desafios futuros
Maior integração
exigindo equipamentos de maior porte, maior área dedicada e novos desafios de integração operacional. Além disso, a escolha entre diferentes arquiteturas — como sistemas centralizados ou distribuídos — passa a ter impacto direto sobre o layout do topside e o desempenho global da unidade. A apresentação também ressaltou o concei- to de “evolução pendular” das tecnologias. Segundo Mattos, novas soluções costu- mam passar por ciclos de adoção excessiva, rejeição e, posteriormente, amadurecimento. Esse comportamento reforça a importância de uma abordagem equilibrada, baseada em análise técnica e econômica consistente para cada projeto. No campo da compressão, tecnologias mais compactas e eficientes, como soluções oil-free e compressores integrados, vêm re- duzindo peso e footprint dos sistemas, ao mesmo tempo em que aumentam a confia- bilidade e facilitam operações com menor intervenção humana. Já na geração de energia, observa-se uma tendência de aumento da densidade de potência e adoção gradual de ciclos combinados, que oferecem maior eficiência e menor emissão de CO₂, embora impli- quem maior complexidade, peso e custo de instalação. ..”.o futuro dos FPSOs dependerá da integração entre engenharia e operação, sustentabilidade e viabilidade econômica.”
A descarbonização é outro eixo central. A indústria caminha para metas ambiciosas de redução de emissões, com iniciativas como eliminação de flaring rotineiro, captura de carbono, eletrificação e integração de novas tecnologias energéticas. Paralelamente, cresce a digitalização das operações offshore. Soluções de monito- ramento remoto, manutenção preditiva, sensores inteligentes e plataformas analíti- cas permitem reduzir a exposição humana e avançar em direção a operações menos tripuladas ou até não tripuladas, com super- visão remota e intervenções programadas. Apesar desses avanços, fatores externos como limitações na cadeia de suprimentos, disponibilidade de cascos e custos elevados continuam impactando o desenvolvimento de novos projetos, exigindo maior planeja- mento e previsibilidade. Na avaliação de Mattos, o futuro dos FPSOs dependerá da integração entre engenharia, operação, sustentabilidade e viabilidade econômica. Não existe uma “bala de prata” tecnológica: cada projeto exige soluções específicas, adaptadas às suas condições operacionais e restrições. Ao encerrar, o executivo destacou que a inovação deve ser adotada de forma progressiva e consistente, evitando movi- mentos extremos e reforçando a necessida- de de equilíbrio tecnológico — sintetizada na recomendação final de “limitar o efeito pendular”.
s transformações tecnológicas que vêm redefinindo os projetos de FPSOs e os desafios associados à
eficiência energética, eletrificação e aumento da complexidade operacional foram tema da apresentação de Vinicius Mattos, diretor de Vendas da Baker Hughes , du- rante a palestra “Past, Present and Future of Turbo Machineries in FPSOs”. O executivo destacou que a indústria offshore atravessa um momento de tran- sição marcado pela ausência de soluções únicas. Segundo ele, os FPSOs evoluíram rapidamente nos últimos anos, atingindo capacidades de produção elevadas e exigindo sistemas cada vez mais robustos de compressão e geração de energia. Com o aumento da capacidade produti- va — associado a maiores profundidades, demandas de reinjeção de gás e água e necessidade crescente de eficiência energética — surgem novos limites técnicos. Peso, footprint, estabilidade e capacidade estrutural dos cascos passam a ser fatores críticos na viabilidade dos projetos. Nesse contexto, tendências estruturais do setor apontam para maior demanda por
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energia, uso de turbomáquinas maiores e plantas de processo mais complexas, com maior nível de automação, monitoramento e controle. Um dos principais vetores de transforma- ção é a eletrificação. A substituição gradual de acionamentos mecânicos por motores elétricos, combinada com geração centra- lizada de energia e uso de inversores de frequência, permite ganhos de eficiência e redução de emissões. No entanto, essa mudança aumenta signifi- cativamente a complexidade dos sistemas,
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Água produzida desafia operadores e intensifica pressão regulatória
ao longo da vida do campo, a evolução do pacote químico e a ocorrência de emulsões estáveis ou elevadas cargas de sólidos. Esses fatores exigem maior flexibilidade no dese- nho dos sistemas de tratamento, armazena- mento e movimentação de fluidos. A palestra apresentou ainda estudos de caso conduzidos no Brasil envolvendo o fenômeno conhecido como “sheen”, efeito visual relacionado à presença de compostos orgânicos na água descartada. Em um dos exemplos, a investigação identificou baixo desempenho de hidrociclones, associado a condições operacionais inadequadas e limitações na eficiência de separação. Outro caso revelou a influência de com- postos orgânicos solúveis provenientes do pacote químico utilizado na produção. Esses componentes, de alta solubilidade, contribu- íram para o aumento do WSO, dificultando a medição precisa dos parâmetros por mé- todos convencionais e comprometendo a conformidade ambiental. Diante desse cenário, foram implementados ajustes tanto operacionais quanto químicos, incluindo revisão do sistema de tratamen- to e adoção de abordagem em múltiplas etapas. As intervenções permitiram restabe- lecer a eficiência do processo e atender aos requisitos regulatórios. Ao longo da apresentação, André Manhães reforçou que o avanço da produção offsho- re e a nova geração de FPSOs ampliam a relevância de soluções tecnológicas para tra- tamento, monitoramento e gestão da água produzida. O tema se consolida, assim, como elemento estratégico para a sustentabilidade operacional da indústria de óleo e gás.
A apresentação incluiu ainda uma compara- ção entre regimes regulatórios de diferentes regiões, como Estados Unidos, Europa e México. Entre os pontos comuns, foi des- tacada a convergência global para limites próximos de 30 mg/L de óleo na água descartada, acompanhada da incorporação de critérios adicionais, como toxicidade, monitoramento de metais e abordagens baseadas em risco. “...um dos maiores entraves da indústria está na correta caracterização dos contaminantes presentes na água produzida.”
gestão da água produzida em operações offshore foi o tema central da palestra de André
Manhães, Vp Western Hemisphere & Global PW da Cetco Energy. O executivo examinou os principais desafios técnicos, regulatórios e operacionais associados ao tratamento e descarte desse subproduto da produção de petróleo, atualmente conside- rado uma das questões mais complexas da indústria offshore. De acordo com o especialista, a geração de água cresce de forma proporcional- mente superior à do petróleo. A estimativa apresentada indica que, para cada barril de óleo produzido, são gerados cerca de quatro barris de água. Hoje, o setor registra volumes próximos de 300 milhões de barris por dia, com projeções que podem alcançar 600 milhões nos próximos anos. Ao abordar o tema, o executivo res- saltou que um dos maiores entraves da indústria está na correta caracterização dos contaminantes presentes na água produ- zida. Compostos como TOG (total oil and grease), TPH (total petroleum hydrocarbons) e WSO (water soluble organics) influenciam diretamente os parâmetros de descarte e elevam a complexidade dos processos de monitoramento e tratamento.
Tratamento a bordo
Outro aspecto relevante discutido foi a operação dos sistemas de tratamento a bordo dos FPSOs. Segundo o especialista, essas plantas dependem de um equilíbrio sensível entre variáveis como vazão, pressão, composição química e desempenho dos equipamentos. Pequenas variações nessas condições podem comprometer a eficiência do tratamento e elevar custos operacionais. Além disso, o executivo chamou aten- ção para limitações estruturais dos FPSOs modernos. As unidades, hoje configuradas como grandes plantas industriais embarca- das, apresentam restrição de espaço para instalação de soluções adicionais, o que dificulta a implementação de equipamen- tos temporários destinados à correção de desvios operacionais. Nesse contexto, também foi enfatizada a importância do projeto das unidades desde a fase de engenharia (FEED). Segundo o especialista, há incertezas relevantes nesse estágio, como o perfil da água produzida
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O executivo também analisou mudanças recentes nos critérios regulatórios, que ampliaram o nível de exigência para operadores offshore. No Brasil, destacou o fortalecimento do modelo de controle ambiental, conduzido por órgãos como o Ibama, além da adoção de metodologias analíticas mais rigorosas. Esse cenário con- tribui para tornar o ambiente regulatório mais complexo, especialmente quando comparado a outros mercados.
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Novas fronteiras offshore ampliam oportunidades para o mercado global de FPSOs
No Suriname, o avanço também ganha corpo com a aprovação do primeiro grande projeto com FPSO, liderado pela TotalEner- gies no bloco 58, marcando o início de uma nova fase para a exploração offshore no país. A Bacia Guiana-Suriname tende a conso- lidar seu papel como um dos principais hubs offshore globais nos próximos anos. Movimentos estratégicos entre grandes empresas e possíveis acordos para desenvol- vimento conjunto, incluindo projetos de gás transfronteiriço, reforçam essa tendência. Segundo Lucas Ramos, o Brasil possui uma vantagem competitiva relevante nesse cenário: a experiência acumulada ao longo de décadas e uma cadeia de fornecedores altamente especializada. Esse diferencial pode posicionar empresas brasileiras como fornecedoras estratégicas não apenas no mercado doméstico, mas também em projetos internacionais na América do Sul e em outras regiões. Ao concluir, o analista destacou que o crescimento do offshore global continuará sendo impulsionado pela necessidade de reposição de reservas, pelo aumento da demanda energética e pela expansão das atividades em águas profundas. Nesse cenário, o Brasil permanece em posição privilegiada para liderar esse movimento, desde que avance na exploração de novas áreas e no fortaleci- mento da competitividade de sua cadeia de suprimentos.
2031, em projetos liderados por Petrobras, Equinor, Shell, BW Energy e outros operadores privados. No total, os inves- timentos previstos ultrapassam US$ 120 bilhões, distribuídos entre desenvolvimento de campos, exploração, revitalização de ativos e descomissionamento. Além dos projetos já consolidados, a expansão para novas fronteiras exploratórias ganha força no Brasil. Regiões como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas concentram crescente interesse de empresas como Petrobras, Chevron, ExxonMobil, PRIO e Brava Energia. Esse movimento é impulsio- nado pelo potencial geológico semelhante ao observado na Guiana e no Suriname, principais novos polos offshore da América do Sul. “O Brasil deve adicionar aproximadamente 14 novos FPSOs até 2031, em projetos lidera- dos por Petrobras, Equinor, Shell, BW Energy, ente outras.”
Nesse contexto, a América do Sul vem ganhando protagonismo, respondendo por cerca de 30% dos projetos que recentemen- te alcançaram decisão final de investimento (FID), o que consolida a região como um dos principais polos de crescimento da indústria. O Brasil segue como principal referência glo- bal no uso de FPSOs, tanto em número de unidades quanto em capacidade produtiva. O país opera mais de 50 unidades e colocou cerca de 30 novos sistemas em produção desde 2015. Além de manter a liderança no segmento, o Brasil tem potencial de figurar entre os cinco maiores produtores globais de petróleo até o fim da década. O avanço do offshore brasileiro também vem acompanhado de uma mudança de escala. Os projetos tornam-se cada vez mais complexos e com maior capacidade de pro- dução, elevando o nível de exigência técnica e os desafios para a cadeia de fornecimento.
s novas fronteiras de exploração offshore e as perspectivas para o mercado global de FPSOs foram
destaque na palestra de Lucas Ramos, Lead Energy Analyst do EIC (Energy Industries Council). O especialista apresentou um panorama abrangente dos investimentos em upstre- am offshore, destacando a dimensão global do setor. Atualmente, cerca de 700 projetos offshore estão em desenvolvimento no mundo, somando investimentos estimados em aproximadamente US$ 970 bilhões.
Guiana e Suriname
A Guiana se consolidou como uma das prin- cipais histórias de crescimento da indústria offshore. Desde a primeira descoberta em 2015, o país acumula dezenas de achados relevantes e já registra produção próxima de 900 mil barris por dia, com previsão de atingir cerca de 1,7 milhão de barris diários até 2030. O desenvolvimento acelerado do bloco Sta- broek deve resultar em uma expansão contí- nua da frota de FPSOs ao longo da década.
Pipeline robusto e novas fronteiras
A perspectiva para os próximos anos refor- ça esse protagonismo. O país deve adicio- nar aproximadamente 14 novos FPSOs até
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