CONGRESSO
O potencial das independentes
cia, baixa velocidade de execução e pouca padronização técnica — fatores que elevam o sustaining CAPEX e encurtam a vida econômi- ca dos campos. Para ele, a solução passa por modelos contratuais mais integrados, foco em performance, redução de interfaces e aumen- to da produtividade industrial.
uptime inferior ao de regiões como Sudeste Asiático, África Ocidental e Mar do Norte. “Mais pessoas embarcadas não significam mais eficiência; muitas vezes significam mais retrabalho, mais interfaces e mais custo”, destacou o executivo. A obsolescência tecnológica também foi citada como um desafio crítico. Muitos fabricantes deixam de oferecer suporte a
Segundo o executivo, a trajetória da PRIO demonstra o potencial das independentes na transformação de ativos maduros. Em apenas 11 anos, a companhia saltou de cerca de 5 mil barris/dia no campo de Polvo para mais de 160 mil barris/dia, operando múltiplos FPSOs e plataformas. “Grande parte do petróleo não fica no subsolo por limitação geológica, mas por limitação econômica”, afirmou Francilmar, destacan- do que o Brasil ainda opera com fatores de recuperação muito abaixo da média global — 21% no país contra 35% no mundo e mais de 40% no Mar do Norte. O diretor enfatizou que a revitalização de campos maduros gera benefícios diretos: extensão da vida útil dos ativos, aumento do fator de recuperação, mais empregos, mais royalties e menor impacto ambiental. O exemplo de Polvo é emblemático: previsto para descomissionamento há uma década, o campo segue produzindo graças a sucessi- vas iniciativas de engenharia, manutenção e otimização operacional.
Ao final, o executivo da PRIO deixou uma mensagem clara: o Brasil reúne todas as
Foto: Divulgação
indústria offshore brasileira vive um momento decisivo. Em um cenário global no qual a eficiência operacio-
nal define a viabilidade dos ativos, os campos maduros surgem como uma das maiores oportunidades de geração de valor do país. Foi o que destacou, Francilmar Fernandes, diretor de Operações da PRIO , em sua apresentação no congresso da FPSO. Segundo ele, o futuro da produção nacional depende menos da descoberta de novas fronteiras e mais da capacidade de recuperar, revita- lizar e operar com excelência os campos já existentes.
condições para liderar a nova fronteira global de revitalização offshore. “Somos o maior mercado de FPSOs do mundo, temos grandes reservas e capacidade instalada. O que falta é competitividade”, concluiu. Para Francilmar, eficiência não é apenas uma meta operacional — é o caminho para prolongar a produção, atrair investimentos e transformar campos maduros em motores de valor para o país.
equipamentos antigos, exigindo engenharia reversa, parcerias locais e novas estratégias de manutenção. A PRIO tem investido em redundâncias, aquisição de sobressalentes, monitoramento baseado em condição e uso de inteligência artificial para aumentar a confiabilidade dos sistemas.
Produtividade
Um dos pontos centrais da apresentação foi o gap de produtividade entre o Brasil e outros polos offshore. FPSOs maduros na Bacia de Campos operam com POB mais elevado, maior backlog de manutenção e
Francilmar reforçou que a indústria brasileira ainda convive com excesso de burocra-
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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