Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

Redução de riscos e paradas operacionais em FPSOs

segurança operacional e a redução de tempo de parada em unidades offshore estão no centro das trans-

A Relimpp atua há mais de 17 anos em serviços considerados críticos e foi pioneira no Brasil na realização da troca funcional de peneira molecular em plataformas offshore, atividade iniciada em parceria com a Petrobras em 2017. Hoje, a empresa opera em diversos estados, reúne mais de 350 colaboradores especializados e já executou cerca de 250 projetos no setor.

formações que movimentam a indústria de óleo e gás no Brasil. Na FPSO Expo, a CEO e diretora do Grupo Relimpp, Amanda Diniz , apresentou avanços tecnológicos e opera- cionais que vêm reposicionando a empresa como referência nacional em serviços críticos para plataformas.

Foto: Divulgação

empresa exigiu cerca de 45 dias de intervenção. Atualmente, o mesmo processo pode ser concluído em aproximadamente três dias. "Integramos serviços, reduzimos interfaces e desenvolvemos soluções próprias. Isso eliminou gargalos e aumentou a previsibilida- de das paradas", explicou Amanda. Antes, a operação envolvia múltiplos fornecedores para etapas como armazena- mento, transporte, retirada de resíduos e destinação final. A centralização dessas atividades em um único contrato reduziu atrasos, falhas de comunicação e riscos operacionais — especialmente em ambientes onde a concentração de oxigênio pode ser inferior a 1%, exigindo protocolos rigorosos de segurança.

consumo de oxigênio e comunicação con- tínua com as equipes externas. Isso reduz drasticamente a exposição do trabalhador", destacou a CEO. Além da inovação tecnológica, Amanda reforçou a importância da formação de mão de obra especializada. "A indústria offsho- re precisa renovar talentos. Apostamos em equipes jovens, treinamento contínuo e desenvolvimento interno para sustentar o crescimento do setor", afirmou. A executiva também ressaltou que segu- rança e produtividade não são objetivos conflitantes. "Reduzir prazo de execução não significa aumentar risco. Quando há tecnologia, planejamento e integração, conseguimos avançar nos dois sentidos", disse. Segundo Amanda, o Brasil vive um momento decisivo para ampliar sua autonomia tecnológica no offshore. "Temos potencial para desenvolver soluções próprias e fortale- cer a cadeia nacional. Inovação, capacitação e integração operacional serão fundamentais para o futuro da indústria", concluiu.

Foto: Divulgação

Tecnologias próprias

A companhia também mantém centros de treinamento e pesquisa na Bahia, voltados ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas a ambientes confinados e de alto risco. Um dos pontos centrais da apresentação foi a evolução da atividade de troca de peneira molecular. O primeiro projeto realizado pela

Logo na abertura da palestra, Amanda des- tacou o impacto financeiro das interrupções operacionais. Segundo ela, 24 horas adicionais de parada em um FPSO de alta capacidade podem gerar perdas superiores a R$ 385 mi- lhões. "Reduzir o tempo de intervenção sem comprometer a segurança é uma necessidade estratégica para toda a indústria", afirmou.

Para mitigar riscos em espaços confinados, a Relimpp desenvolveu tecnologias próprias, como sistemas de inspeção remota, equi- pamentos de monitoramento operacional e capacetes especiais para atuação em atmos- feras sem oxigênio. "Nossos capacetes permi- tem monitoramento clínico em tempo real,

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