Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

A revolução industrial da Seatrium no Brasil

indústria offshore brasileira vive um novo ciclo de expansão — e a Seatrium quer ocupar o centro desse

A empresa opera três grandes estaleiros — Angra dos Reis (RJ), Aracruz (ES) e Navegantes (SC) — que já somam mais de 200 proje- tos entregues e 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo de duas décadas. O estaleiro de Aracruz, o maior da companhia no mundo, simboliza a retomada industrial. A força de trabalho brasileira saltou de 2 mil para 12 mil empregos diretos, além de milhares de indiretos na cadeia de fornecedores.

movimento, como deixou claro Bruno Búrigo, Vice Presidente Comercial, de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da compa- nhia, ao falar da estratégia global do grupo e o papel decisivo do Brasil na nova geração de FPSOs. Logo no início, Búrigo relembrou a fusão entre Keppel Offshore & Marine e Sembcorp Marine, concluída em 2023, que deu origem à Sea- trium. O movimento consolidou mais de 60 anos de experiência e mais de 1.300 projetos entregues globalmente. Hoje, a empresa atua em óleo e gás, eólica offshore, LNG, hidrogênio e amônia — mas é nos FPSOs que está sua maior força. “Cerca de 70% da nossa carteira está concentrada em produção offshore, especialmente nas séries de FPSOs da Petrobras”, destacou.

One Seatrium

Um dos pontos mais relevantes da apresen- tação de Bruno Búrigo foi a explicação sobre a evolução dos FPSOs da série P 78 a P 85 — um conjunto de plataformas que representa o maior ciclo contínuo de construção de unida- des de produção da história da Petrobras e da própria Seatrium.

“Nosso modelo combina eficiência global com atendimento rigoroso às exigências de conteúdo local”, explicou Búrigo. Os FPSOs P 80, P 82, P 83, P 84 e P 85 utilizam módulos fabricados no Brasil, integração internacional e participação direta de equipes brasileiras em todas as etapas. A padronização de projetos — conceito central na estratégia da empresa — foi outro ponto enfatizado. “Cerca de 90% da nossa carteira atual utiliza modelos repetitivos, o que reduz riscos, aumenta eficiência e garante previsibilidade”, afirmou o executivo.

Um dos destaques da apresentação foi o One Seatrium Delivery Model, sistema que conecta engenharia, suprimentos, fabricação de mó- dulos, integração e comissionamento entre Brasil, Singapura, China, Coreia do Sul e Índia.

Ao encerrar sua apresentação, Búrigo reforçou a visão estratégica da companhia:

O Brasil no centro da estratégia global

“O Brasil continuará sendo um dos mercados offshore mais relevantes do planeta. A combi- nação entre capacidade industrial, experiência em FPSOs e integração global coloca o país na liderança da nova geração de projetos em águas profundas”.

O país é, segundo Búrigo, um dos pilares da companhia. “Metade dos nossos 24 mil colaboradores está no Brasil. Isso mostra o peso das operações brasileiras dentro da Seatrium global”, afirmou.

A engenharia que aprende, repete e melhora

Foto: Divulgação

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