CONGRESSO
Projeto Bacalhau: o avanço da Equinor no pré-sal
Desafios técnicos e logísticos
aumentar eficiência e reduzir emissões) e eficiência de processamento embarcado rendeu ao Bacalhau a notação DNV Abate, posicionando-o entre os FPSOs com menor intensidade de CO₂. Segundo os apresen- tadores, a solução não só reduz emissões diretas como também melhora recuperação ao manter pressão do reservatório. O projeto Bacalhau representa um marco técnico e operacional: é o primeiro grande desenvolvimento da Equinor no pré-sal brasileiro e traz soluções que podem virar referência para futuros projetos ultra profun- dos. "Ele representa não apenas a consolidação da Equinor no pré-sal brasileiro, mas também um importante passo da indústria offshore em direção a operações mais eficientes, integra- das e com menor intensidade de carbono", conclui Felipe Augusto Piccoli.
O projeto enfrentou desafios de flow assurance (asfaltenos, hidratos, wax, gelling) e de engenharia de SURF (Subsea Umbilicals, Risers and Flowlines, conjunto de equipa- mentos submarinos que liga os poços no fundo do mar ao FPSO: 35 km de umbilicais estáticos, múltiplos risers rígidos e operação em pressões elevadas (viabilidade até 900 bar). A cadeia de fabricação e integração foi global: módulos na China e Tailândia, engenharia na Índia e Singapura, integração em Singapura e operações e manutenção no Brasil. Impacto ambiental e legado A combinação entre reinjeção total de gás, GTCC (geração em ciclo combinado que integra turbinas a gás e turbinas a vapor para
pilares para reduzir a intensidade de CO₂ da operação. "O desenvolvimento do campo utiliza estratégia de reinjeção completa de gás, solução voltada à maximização da eficiência operacional e redução das emissões atmosféricas", observou Felipe Augusto Piccoli. Os palestrantes explicaram que o projeto emprega production loops submarinos que agrupam poços em circuitos integrados ao FPSO, em vez da conexão direta tradicional poço–unidade. Essa configuração aumenta a flexibilidade operacional e facilita a manuten- ção dos 11 poços produtores previstos (com opções adicionais), além de quatro poços injetores de gás e quatro de água. "O FPSO Bacalhau foi construído a partir do casco M350 da Modec e possui capacidade para produzir até 220 mil barris de petróleo por dia, além de processar até 300 mil barris de líquidos diariamente", explica Alexandre Araújo.
Foto: Divulgação
o terceiro dia do FPSO Expo, o tema da apresentação de Alexandre Araújo e Felipe Augusto Piccoli foi o Projeto Bacalhau, marco da Equinor no pré-sal da bacia de Santos. Em palestra técnica, os dois executivos detalharam a configuração do campo, a arquitetura do FPSO e as soluções adota- das para maximizar recuperação e reduzir emissões. O projeto da petroleira noruegue- sa em águas ultraprofundas do pré-sal está localizado a cerca de 180 km da costa do Rio de Janeiro e entrou em produção em outubro de 2025. A apresentação destacou a estratégia de reinjeção total de gás e a adoção de geração combinada (turbinas a gás e a vapor) como
FPSO BACALHAU
Comprimento - 340 m Largura - 64 m
Profundidade de operação - 2.050 m Processamento óleo - 220.000 bopd Processamento líquidos - 300.000 bbl/d Armazenamento - 2.000.000 bbl LQ (leitos) - 158
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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