Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

Ou seja, a evolução dos FPSOs mostra que tecnologia e escala trouxeram ganhos relevan- tes, mas também elevaram o nível de risco. O futuro da indústria dependerá menos de inovação isolada e mais da capacidade de integrar aprendizado, disciplina operacional e gestão eficiente de riscos.

transformação, mas também trazem desafios próprios. Segundo o executivo, existe um paradoxo no uso dessas tecnologias. Apesar dos investimentos ao longo dos anos, a carga de trabalho a bordo das unidades não diminuiu como esperado. Pelo contrário, em alguns casos, aumentou. “A digitalização não reduziu a carga de trabalho como se imaginava — e a inteligên- cia artificial pode seguir o mesmo caminho antes de trazer ganhos reais”, destacou. Esse cenário reforça a necessidade de imple- mentação cuidadosa das novas tecnologias, com foco em eficiência real e não apenas em inovação.

Principais reflexões

• “Baixa percepção de risco é, em si mesma, um risco.”

• “Risco postergado não é risco evitado — é risco multiplicado.”

O futuro dos FPSOs

• “Lições aprendidas sem mudança de comportamento são apenas erros arquiva- dos.”

O futuro dos FPSOs, segundo Mastrange- lo, será marcado por novas configurações de unidades, mais integradas e adaptadas ao ambiente em que operam. A tendência aponta para sistemas que funcionem de forma mais integrada desde o reservatório até o processamento, reduzindo as divisões tradicionais entre subsistemas. Além disso, a sustentabilidade passa a ter papel central. As unidades do futuro deverão operar de forma mais harmonio- sa com o ambiente, utilizando condições naturais — como ondas, correntes e ventos — como parte das soluções de engenharia.

• “Flexibilidade operacional pode significar mais custo, mais risco e mais complexidade.”

“Os FPSOs do futuro serão profundamente integrados ao ambiente e aos sistemas de produção. Essa será a chave para manter competitividade econômica e ambiental”, afirmou. Por fim, o executivo destacou a importân- cia de manter um princípio fundamental do conceito FPSO: sua base na engenharia naval.

“A segurança dos FPSOs foi construída sobre o profundo respeito pela experiência da indústria marítima. Preservar esse DNA naval não é opcional”, afirmou. Segundo Carlos Mastrangelo, esse legado é uma das principais barreiras de segurança do conceito e deve ser preservado à medida que novas tecnologias e modelos operacio- nais são incorporados.

• “A IA pode aumentar a carga de trabalho a bordo antes de reduzi-la.”

• “Uma extensão de vida bem-sucedida começa no primeiro óleo.”

• “Preservar o DNA naval é uma barreira fundamental de segurança dos FPSOs.”

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