Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

Combate à corrosão de unidades offshore

sões significativas de carbono, associadas à fabricação, transporte e instalação de novos componentes. Nesse cenário, soluções de proteção tornam-se estratégicas para reduzir custos e impactos ambientais. “Uma proteção catódica confiável pode evitar falhas e reduzir drasticamente a necessidade de substituições”, afirmou o executivo. A tecnologia também prioriza segurança operacional. A instalação pode ser realiza- da com veículos operados remotamente (ROVs), reduzindo a exposição de mergu- lhadores a ambientes de risco. Além disso, o sistema pode ser integrado a ferramentas de monitoramento sem fio, permitindo o acompanhamento contínuo das condições de proteção das correntes. Moruwat ressaltou que a solução já passou por processos de validação técnica e vem sendo aplicada em campo, inclusive em unidades do tipo FPSO. “Trata-se de uma tecnologia comprovada para proteger infraestruturas críticas e garantir maior confiabilidade operacional”, afirmou. Para a indústria offshore, especialmente em mercados com grande presença de FPSOs, como o Brasil, a preservação das correntes de ancoragem é cada vez mais estratégica. Além de garantir segurança, a adoção de tecnologias de proteção contribui para reduzir custos operacionais e ampliar a sustentabilidade dos projetos. “Estamos falando de proteger ativos críticos e assegu- rar a continuidade da produção ao longo do tempo”, concluiu.

A proposta apresentada é o sistema PACU, desenvolvido especificamente para proteger correntes de ancoragem e prolongar sua vida útil. A solução combina grampos me- tálicos, ânodos e suportes projetados para operar em águas profundas, oferecendo proteção direta nos pontos mais suscetíveis à degradação. “O objetivo é evitar falhas e trocas prematuras de correntes, esten- dendo a vida útil do ativo como um todo”,

PACU, um sistema confiável de proteção contra corrosão e monitoramento sem fio para correntes de ancoragem em águas profundas

integridade das correntes de ancoragem de unidades offshore, como os FPSOs (unidades flutuantes

de produção, armazenamento e transferên- cia), esteve no centro das discussões técnicas em uma apresentação realizada no segun- do dia, sobre soluções para mitigação da corrosão — um dos principais fatores de falhas nesses sistemas críticos. A solução Pacu foi o tema da apresentação de Ajmal Moruwat, vice-presidente de vendas e mercado da Imenco Corrosion Technology , que observou ser a corrosão um processo natural, porém com impactos expressivos para a indústria. “Falhas causadas por corrosão podem reduzir a vida útil das estruturas, aumentar custos de reposição e gerar paradas operacionais”, afirmou. Em ambientes offshore, como o brasileiro, as condições podem acelerar significativa- mente esse processo. Temperatura elevada, salinidade e atividade biológica tornam determinadas regiões especialmente

disse. O sistema pode ser aplicado tanto em correntes já em operação quanto em novos projetos de FPSOs. No caso de ativos existen- tes, funciona como uma solução de retrofit, interrompendo o avanço da corrosão. Já em novos empreendimentos, permite otimizações de projeto, como a redução do diâmetro das correntes, uma vez que elimi- na a necessidade de margens adicionais de material para compensar perdas por corro- são. “Isso permite decisões mais eficientes do ponto de vista técnico e econômico ao longo do ciclo de vida do ativo”, destacou. Outro ponto relevante é o impacto financeiro associado à substituição de correntes. Projetos de troca podem custar milhões de dólares, além de gerar emis-

Foto: Divulgação

agressivas para estruturas metálicas submersas.

No caso dos FPSOs, as correntes de ancoragem são um elo estratégico para a segurança das operações. Ainda assim, historicamente essas estruturas não contam com proteção catódica eficiente, devido a desafios técnicos como a continuidade elétrica entre os elos e as limitações de instalação. “As correntes continuam falhando por corrosão geral e localizada, incluindo fenômenos como corrosão por pite e ação microbiológica”, explicou Moruwat.

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