Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

Cadeia produtiva

Durante a conversa, os participantes ressal- taram ainda que o Brasil precisará estruturar rapidamente toda uma cadeia industrial ligada ao descomissionamento offshore, incluindo armazenamento, logística, reciclagem, limpeza industrial e gestão ambiental. Segundo os de- batedores, o país concentra uma das maiores perspectivas globais de crescimento nesse mercado, especialmente diante do envelhe- cimento da frota de FPSOs e plataformas em operação. Outro tema relevante foi a necessidade de atualização do IHM (Inventory of Hazardous Materials), inventário obrigatório de materiais perigosos existente nas embarcações e plata- formas offshore. Os especialistas alertaram que a ausência dessa documentação pode impedir opera- ções internacionais de desmantelamento e reciclagem, especialmente em países subme- tidos às exigências da Convenção da Basileia. Ao final do debate, os participantes defende- ram maior cooperação entre indústria, órgãos reguladores e operadores offshore para trans- formar o descomissionamento em uma nova frente estratégica da indústria brasileira de óleo e gás. Segundo eles, além de questões ambientais e regulatórias, o setor representa uma oportuni- dade relevante de geração de empregos, de- senvolvimento tecnológico e criação de uma nova cadeia industrial especializada no país.

Foto: Divulgação

originalmente desenvolvida para resíduos da indústria nuclear tradicional, não sendo adequada à dinâmica operacional do setor de óleo e gás. O representante da ANSN destacou que a nova Resolução 14/2026 trouxe avanços importantes para o setor, permitindo a remoção controlada de materiais radioativos

Ricardo Fraga Guterres explicou que o NORM está presente naturalmente na natureza, mas tende a se concentrar ao longo do ciclo de produção de petróleo, especialmente em áreas de baixa circulação, curvas e sistemas de drenagem das instalações offshore.

das plataformas e disciplinando atividades de limpeza, armazenamento temporário e destinação desses resíduos. Segundo ele, o objetivo é evitar o acúmu- lo inadequado de materiais radioativos em unidades offshore e criar soluções operacio- nalmente viáveis para o mercado.

Segundo ele, o desafio regulatório brasilei- ro era que a legislação existente havia sido

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