Revista digital Oil&Gas Brasil Nº 76_Edição Especial FPSO E…

CONGRESSO

Uma nova geração de sistemas de produção offshore

Indicadores chave

“A padronização de FPSOs não é apenas economia de escala; é a chave para entregar projetos mais rápidos, com menor risco e cus- to previsível”, pontua Lourenço Lustosa Fróes. Um dos pilares do novo modelo é a adoção ampliada do contrato BOT (Build, Operate and Transfer), no qual o construtor opera a unidade por um período antes de transferi la à Petrobras. Segundo a estatal, esse formato, aliado à padronização de topsides, já permitiu reduções de Capex na ordem de ~15% em projetos como SEAP 1 e SEAP 2 (águas ultra- profundas na bacia de Sergipe-Alagoas), além de cortes significativos no peso dos módulos — fatores que impactam diretamente prazos e custos de transporte e integração. “Ao combinar modelos contratuais como o BOT com soluções técnicas replicáveis, conse- guimos reduzir Capex e acelerar cronogramas sem abrir mão da segurança e da qualidade”, observa o executivo.

• FPSOs operados desde 2016 – 24 unidades • Capacidade adicionada – ~3,5 milhões bpd • Emissões médias Petrobras – ~21 kg CO₂ / barril • AGUI (2025) – 97,7% • CO₂ reinjetado (CCUS 2025) – 19,6 milhões tCO₂ O programa prevê a implementação de dezenas de sistemas de produção entre 2000 e 2029 — a maioria na forma de FPSOs — e já registra avanços relevantes: desde 2016, a Petrobras colocou em operação 24 FPSOs, adicionando cerca de 3,5 milhões de barris por dia em capacidade instalada. A estratégia combina projetos de grande porte no pré sal, iniciativas de revitalização de campos maduros (REVIT) e um esforço concentrado em padronizar módulos e soluções técnicas para acelerar cronogramas e reduzir incertezas contratuais.

Foto: Divulgação

Building the Next Generation of Brazil’s Production Systems.

Petrobras desenha um ambicioso plano de expansão para os próxi- mos cinco anos que combina escala,

padronização e descarbonização com o objetivo de ampliar a produção offshore e prolongar a vida útil de ativos maduros. Foi o que mostrou Lourenço Lustosa Fróes, coordenador do Programa de Novos FPSOs da petroleira brasileira , na apresentação In- side Petrobras’ 5 Year FPSO Growth Plan:

Ele detalhou para o público do terceiro dia do congresso da FPSO Expo, como a estatal pretende acelerar entregas, reduzir custos e reduzir a intensidade de carbono de suas operações. “Estamos diante de uma janela estratégica para consolidar o Brasil como uma das principais potências offshore do mundo”, afirmou.

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