Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 75

OFFSHORE

Petrobras investirá US$450 milhões no maior projeto de monitoramento sísmico mundial A coleta de dados sísmicos permitirá melhor gerenciamento do campo e aumento da produção.

A primeira fase do projeto, com a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos, cobrindo uma área de 222 km², foi concluída em março deste ano. O sistema será responsável pelo monitoramento das atividades de produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). FPSOs são plataformas que produ- zem, armazenam e transportam petróleo. Os primeiros dados serão coletados no segundo trimestre de 2026. A segunda fase também está em andamento com a construção de mais 316 km de cabos sismográficos, que cobrirão outras 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4). Essa etapa será concluída no ano que vem. Por enquanto, computadores a bordo das plataformas receberão os dados coletados do subsolo marinho, mas, futura- mente, os dados serão enviados, por meio de fibra ótica, para a sede da companhia. Além disso, a Petrobras usará, em parce- ria com a UFRJ, Inteligência Artificial para capturar informações continuamente do sistema PRM na área de Mero, contribuindo com a pesquisa científica e segurança opera- cional do campo. Campo de Mero O campo unitizado de Mero está localizado no Bloco de Libra, pertencente ao Consórcio de mesmo nome, e é operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. Total Energies EP Brasil Ltda. CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA que exerce papel de gestora do Contrato de Partilha de Produção e repre- senta a União na área adjacente ao campo.

que permitirão uma compreensão aprofun- dada do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo. Isso permi- tirá um melhor gerenciamento, garantindo a máxima recuperação de petróleo dos reser- vatórios. A instalação de uma rede permanente de sensores sísmicos instalados no leito marinho é conhecida como PRM, sigla em inglês para Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente. Ao otimizar o gerenciamento dos campos, a tecnologia maximiza a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, contribuindo assim para redução da pegada de carbono. A segunda fase também está em andamento com a construção de mais 316 km de cabos sismográficos, que cobrirão outras 140 km² das áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4).

Petrobras e os parceiros do Consórcio de Libra investirão cerca de US$ 450 milhões no mais

extenso projeto de monitoramento sísmico mundial. A tecnologia, em termos simples, faz um ultrassom do subsolo marinho, re- velando suas estruturas geológicas e movi- mentações de fluidos como óleo, gás e água. No projeto, uma infraestrutura submarina composta por uma rede de sensores e ins- trumentos óticos irá monitorar o comporta- mento do reservatório do campo de Mero, na Bacia de Santos. Mero é um dos principais campos produtores de petróleo do Brasil e está em fase de implantação dos projetos e expansão da produção. Em janeiro de 2026, ultrapassou os 680 mil barris por dia na média mensal, reforçando sua relevância no cenário nacional. O proje- to, inédito em águas profundas, trará dados

Foto: Divulgação

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