MATÉRIA DE CAPA
ROG.e 2026
Projetos acelerados
Um festival de energia
ROG.e 2026 terminou no dia 24 de setembro, no Riocentro, com 83 mil visitantes, cerca de 10% a mais
As decisões de investimento ocuparam parte das discussões do segundo dia. Representantes de Petrobras, Shell, ExxonMo- bil, BRAVA, Prio e ANP falaram sobre custos, infraestrutura disponível e regras para novos projetos. No painel sobre competitividade offshore, a Petrobras apresentou a redução de mais de 50% do peso dos topsides — estruturas superiores das plataformas — em novos FPSOs como exemplo da simplificação ado- tada nos projetos. Representantes da SLB, ExxonMobil e MISC defenderam contratos de longo prazo, automação e estabilidade regulatória. O CEO global da Shell, Wael Sawan, explicou os critérios usados pela companhia para decidir onde investir. Citou Canadá, Estados Unidos, Nigéria e Brasil entre as áre- as da distribuição geográfica das operações e disse que risco e retorno são considerados na escolha dos projetos. Ao falar do Brasil, mencionou a estabilidade das regras, o am- biente geopolítico e o sistema tributário. Nos campos maduros, BRAVA Energia e Prio trataram do reaproveitamento de estruturas existentes e dos tiebacks, conexão de novas descobertas a plataformas já instaladas.
Cerca de 83 mil visitantes, injeção de R$ 593 milhões no Rio e contratos acima de R$ 100 milhões refletem gigantismo do evento brasileiro
que os 75 mil registrados em 2024. Segundo o balanço divulgado pelo Instituto Brasilei- ro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), 44% do público veio de fora do estado do Rio e houve participantes de 77 países. A edição desse ano reuniu mais de 670 expositores, 100 patrocinadores e 57 star- tups. No congresso foram apresentados 924 trabalhos técnicos. O IBP informou impacto de R$ 593 milhões na economia fluminense, ocupação hoteleira de 84% durante o perío- do e 13.881 empregos diretos relacionados à operação do evento. A programação reuniu dirigentes das prin- cipais empresas de petróleo e gás em atividade no país, representantes do merca- do financeiro, fornecedores, pesquisadores e executivos de diferentes segmentos da ca- deia de energia. Exploração de novas reservas, investi- mentos no Brasil, licenciamento ambien- tal, financiamento, gás natural, campos maduros, cadeia offshore e formação profissional estiveram entre os assuntos discutidos durante os quatro dias.
Por Fabiano Reis
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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