MATÉRIA DE CAPA
o gerenciamento preciso de zonas produto- ras, ajustando o fluxo conforme a dinâmica do reservatório; e a válvula de segurança subsuperficial elétrica (eSSV), que reforça a barreira primária do poço, garantindo fecha- mento rápido e confiável em condições de alta pressão e temperatura. Ambos os equi- pamentos são desenvolvidos pela ouronova em parceria com a Galp, utilizando recursos da cláusula de PD&I da ANP. “A expansão da exploração offshore brasi- leira para lâminas d’água que hoje já supe- ram os 3 mil metros exige sistemas de com- pletação que funcionem como plataformas inteligentes, não apenas como conjuntos de equipamentos”, observa o executivo. Poços como Morpho, Monai, Curaçao e Tortuga Leste — todos acima de 7 mil metros de profundidade total — reforçam a necessidade de soluções elétricas integra- das, capazes de operar com precisão e segu- rança em ambientes onde intervenções são complexas e de alto custo. “A ouronova oferece ao mercado uma solução alinhada às demandas reais das operações ultraprofundas — uma solu- ção que aumenta eficiência, segurança e confiabilidade desde o núcleo da operação: o poço”, conclui Eduardo Costa.
No núcleo da solução está o eSCM, tecnologia da ouronova, responsável por integrar ener- gia, comunicação e controle entre o topside e o fundo do poço. O sistema é composto por três módulos principais, entre os quais um EPU (Electrical Power Unit) dedicada ao fornecimento e gerenciamento de ener- gia elétrica para o sistema de completação, e um modem de comunicação sobre linha de energia, com alcance de até 20 km, per- mitindo transmissão de grande volume de sinais em tempo real. Essa arquitetura digital substitui linhas hidráulicas por um sistema elétrico monito- rável e controlável continuamente, garan- tindo resposta precisa de válvulas, sensores e atuadores mesmo em ambientes de alta pressão e longas distâncias.
A energia inteligente no poço
“Em poços ultraprofun- dos, essa capacidade se torna um fator crítico para segurança ope- racional, diagnóstico e tomada de decisão”, frisa o CEO da ouronova, Eduardo Costa.
Foto: Divulgação
A solução já é reconhecida pelo merca- do, que vem incorporando componentes do sistema que acompanham a evolução da engenharia submarina para operar em profundidades superiores a 2.800 metros, como demonstrado por campanhas recen- tes na margem equatorial e por projetos no pré sal.
O sistema de completação inteligente total- mente elétrica foi o carro chefe da deeptech ouronova na ROG.e. A solução foi projetada para atender às demandas operacionais de poços em águas ultraprofundas, onde intervenções são com- plexas e a confiabilidade do sistema é deter- minante para a segurança da operação.
Foto: Divulgação
Complementando o eSCM, dois equipamen- tos em desenvolvimento ampliam a robustez da completação inteligente: uma válvula de controle de fluxo elétrica (eICV), que permite
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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