Revista digital Oil & Gas Brasil nº 80

MATÉRIA DE CAPA

Janela de oportunidades para o setor de O&G O financiamento da cadeia de petróleo e gás foi discutido no Fórum de Supply Chain. Executivos do BTG Pactual e da Euronext disseram que aumentou a disposição das instituições financeiras para financiar proje- tos do setor. O CEO da Euronext, Oivind Amundsen, afirmou que bancos e investidores estão mais presentes nas operações de petróleo e gás. “Hoje, os bancos estão mais abertos a projetos de petróleo e gás, e os investidores estão presentes”, disse. Arlindo Carvalho, sócio do BTG Pactual, avaliou que o mercado financeiro brasilei- ro conhece melhor o funcionamento da indústria do que há uma década. No caso de empresas que pretendem fazer uma oferta pública inicial de ações, chamou atenção para a escolha do momento e do mercado onde os papéis serão negociados. Trava no licenciamento ameaça atração de capital Representantes de Repsol Sinopec, TotalE- nergies, Chevron e Galp discutiram a com- petição internacional pelos recursos destina- dos a projetos de exploração e produção. Os executivos afirmaram que o potencial das reservas brasileiras é acompanhado por questões regulatórias, tributárias e ambien-

tais que entram no cálculo das companhias antes da aprovação dos investimentos. Projetos offshore exigem aportes bilioná- rios e podem permanecer em operação por décadas. Nesse período, o Brasil disputa recursos com outras áreas produtoras, entre elas Guiana e Suriname. A presidente da TotalEnergies no Brasil citou processos ambientais que podem levar de dois a três anos para serem definidos. Representantes das empresas defenderam previsibilidade das regras, estabilidade dos contratos e continuidade dos leilões de exploração e produção. A Repsol Sinopec apresentou o projeto Raia, com investimento previsto de US$ 9,2 bilhões e estimativa de geração de 50 mil empregos. A Chevron falou sobre a amplia- ção de sua presença exploratória nas bacias do Amapá e de Pelotas. Campos gigantes em produção: do pro- jeto à implementação O CEO da ExxonMobil Brasil, Alberto Ferrin, tratou da exploração de novas bacias brasileiras além do pré sal. Ao falar da experi- ência da companhia na América Latina, citou a Guiana, onde a ExxonMobil opera quatro FPSOs e constrói outros três. Aurélie Clave, vice presidente de águas profundas e ultraprofundas da TotalEnergies, apontou eficiência operacional, controle de

Nova estrutura portuária

A nova estrutura também reforça o posicio- namento de Itaguaí como polo portuário e logístico. A Resolução da ANP nº 1.007/2026 atualizou as regras de distribuição de royal- ties relacionadas às operações de embarque e desembarque de petróleo e gás, trazen- do novos elementos para o debate sobre a distribuição das receitas geradas por essas atividades e seus efeitos para os municípios. Para Itaguaí, o aumento da capacidade portuária tende a favorecer o crescimento de empresas do segmento, criando opor- tunidades para fornecedores, prestadores de serviços e soluções logísticas. A maior disponibilidade de infraestrutura também poderá tornar a região mais atrativa para novos negócios.

O Porto Sudeste, terminal portuário privado localizado em Itaguaí, no Rio de Janeiro, está ampliando sua infraestrutura para atender ao crescimento da movimentação de petró- leo e derivados no país. Com conclusão prevista para o primeiro s emestre de 2027, o projeto criará uma área dedicada ao petróleo e derivados, aumen- tando a previsibilidade da programação dos navios com a entrada em operação dos dol- fins — estruturas marítimas que permitem a atracação e amarração de embarcações. A expansão ocorre em um cenário de cres- cimento da produção brasileira, especial- mente nos campos do pré sal. À medida que novos volumes chegam ao mercado, cresce também a necessidade de infraestru- tura portuária, embarcações e soluções de transbordo capazes de tornar o escoamento mais eficiente. “Esse avanço aumenta a demanda por estruturas capazes de dar maior eficiência ao escoamento e atender ao aumento dos fluxos de carga. A ampliação da capacidade do Porto Sudeste contribuirá para reduzir restrições logísticas e oferecer maior flexibi- lidade às empresas que atuam na produção, no transporte marítimo e na comercialização de petróleo e derivados”, afirma Jayme Nico- lato, CEO do Porto Sudeste.

Foto: Divulgação

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