MATÉRIA DE CAPA
Segundo o IBP, o material foi elaborado a partir do trabalho da Comissão de Respon- sabilidade Social, formada por 45 especialis- tas de empresas associadas, e pretende reu- nir experiências que possam ser conhecidas e compartilhadas entre as companhias.
“Não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, afirmou durante conversa com o presidente do IBP, Roberto Ardenghy. Chambriard falou sobre as campanhas ex- ploratórias da Petrobras na margem equato- rial, incluindo atividades no Amapá e no Rio Grande do Norte. A estatal também mantém projetos no exterior, com descobertas de gás na Colômbia e ativos na Costa do Mar- fim, Namíbia e México. Sobre o abastecimento brasileiro de diesel, a presidente afirmou que a companhia es- tuda incluir no Plano Estratégico 2027 2031 investimentos para aumentar a capacidade de refino e chegar ao atendimento de 100% da demanda nacional. IBP lança caderno inédito com 60 proje- tos socioambientais O IBP lançou durante a ROG.e o Caderno Projetos e Iniciativas de Responsabilidade Socioambiental das Empresas de Energia. A publicação reúne 60 iniciativas de empresas associadas. Os projetos abrangem educação, qua- lificação profissional, geração de renda, empreendedorismo, saúde, cultura, esporte, diversidade, meio ambiente, direitos huma- nos e desenvolvimento comunitário.
custos, redução das emissões e menor prazo entre a descoberta e o primeiro óleo como condições para a execução dos projetos de águas profundas. Geopolítica do Atlântico O CEO da SBM Offshore, Øivind Tangen, rela- cionou as mudanças no mercado de energia às instabilidades internacionais e às dificul- dades de circulação pelo Estreito de Ormuz. Segundo Tangen, a situação aumenta a importância dos ativos localizados na Bacia do Atlântico. Além de Brasil e Guiana, o executivo citou Namíbia, Nigéria e Suriname entre as regiões acompanhadas pela indús- tria. No Brasil, a margem equatorial aparece entre as áreas consideradas para expansão da produção. Desenvolvimento territorial e impacto local no onshore O Fórum de Produtores Independentes discutiu a operação de campos terrestres maduros e os efeitos econômicos da manu- tenção desses ativos. Empresas do segmento afirmaram que a extensão da vida dos campos evita o descomissionamento antecipado e mantém contratos, empregos e serviços nas cidades onde estão instalados. A PetroReconcavo informou ter destinado R$ 1 bilhão a fornecedores regionais.
Contratação de empresas locais, capacitação profissional e ações ambientais e culturais foram citadas entre as atividades realizadas pelas produtoras nos municípios onde operam. Presidente da Petrobras defende explo- ração ativa e prevê atendimento de 100% do mercado nacional de diesel No encerramento da ROG.e, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu a continuidade da exploração de petróleo para reposição das reservas da companhia.
Foto: Divulgação
“O Brasil está se consolidando como um dos hotspots do mercado mundial no setor e uma alternativa muito relevante no atual contexto geopolítico”, afirmo Roberto Ar- denghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo o executivo da entidade organiza- dora, a ROG.e 2026 foi uma edição histórica, comprovando o bom momento vivido nova- mente pela indústria brasileira de petróleo, gás e energia. “Os investidores enxergam o mercado brasileiro como um porto seguro e uma boa opção para o suprimento global de energia”, conclui.
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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