ENTREVISTA
Entrevista Ulisses Oliveira, diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste
atividades, trazendo mais previsibilidade para a programação dos navios e flexibilida- de para os clientes. É um movimento estratégico para o Por- to, que passa a contar com uma infraes- trutura ainda mais preparada para aten- der às demandas de um mercado em transformação e contribuir para o desen- volvimento de soluções logísticas para o setor de petróleo e gás. O&GB: A nova estrutura tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027. Em que estágio está o projeto hoje e quais são os principais desafios até a entrada em operação? UO: O projeto está em fase de implantação e segue o cronograma previsto para conclu- são no primeiro semestre de 2027. A implan- tação dos dolfins é uma etapa importante porque permitirá criar uma área dedicada às operações com granéis líquidos, separando essa infraestrutura daquela utilizada para as cargas sólidas. Até a entrada em operação, temos etapas de engenharia, implantação, testes e prepara- ção operacional que precisam ser conduzi- das de forma integrada. O foco é garantir que a nova instalação esteja pronta para operar com segurança, confiabilidade e eficiência, cumprindo os requisitos necessários para a obtenção do licenciamento pertinente e mantendo os melhores padrões que orien- tam todas as atividades do Porto Sudeste.
Segundo ele, além do ganho operacional, a ampliação deve gerar efeitos diretos para Itaguaí, com potencial de aumento da demanda por serviços, fornecedores locais, empregos e arrecadação, fortalecendo a vocação logística do município. Ele salienta ainda que o conjunto de medidas ambientais incorporadas ao projeto, incluindo monitora- mento da qualidade da água, fauna marinha e manguezais, além de protocolos rígidos de prevenção e resposta a emergências. Com a nova estrutura, o Porto Sudeste projeta para os próximos anos uma opera- ção multicarga mais equilibrada, na qual petróleo e derivados devem representar metade das atividades, elevando a capacida- de total para 100 milhões de toneladas por ano. O&GB: O Porto Sudeste está ampliando a infraestrutura para petróleo e derivados, com capacidade prevista de até 144 opera- ções por ano. O que essa expansão repre- senta para a estratégia do terminal e para o posicionamento do Porto no setor de óleo e gás? UO: A expansão reforça a atuação do Porto Sudeste no setor de óleo e gás e nos prepara para acompanhar o crescimento da movimentação de petróleo e derivados no Brasil. A nova estrutura permitirá realizar até 144 operações com cargas líquidas por ano e contará com uma área dedicada a essas
PORTO SUDESTE: TUDO PRONTO PARA O FUTURO
Por Fabiano Reis
expansão da infraestrutura do Porto Sudeste para operações de petróleo e derivados marca um avanço estra-
tégico do terminal, que passa a contar com capacidade para até 144 operações anuais de cargas líquidas e uma área dedicada ex- clusivamente a esse tipo de movimentação. O projeto, em implantação e previsto para 2027, reforça o papel do porto no escoamen- to da produção do pré-sal, especialmente pela localização privilegiada na baía de Se- petiba: está em local estratégico em relação à bacia de Santos, que se estende pela plata- forma continental brasileira do sul do estado do Rio de Janeiro (Alto de Cabo Frio), toda a costa de São Paulo e Paraná, até o norte de Santa Catarina (Alto de Florianópolis). “O foco é garantir que a nova instalação esteja pronta para operar com segurança, confiabilidade e eficiência, cumprindo os
requisitos necessários para a obtenção do licenciamento pertinente”, destaca Ulisses Oliveira, diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste.
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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