ENTREVISTA
O&GB: Para além da operação portuá- ria, quais efeitos concretos dessa expansão podem chegar a Itaguaí em termos de em- pregos, fornecedores locais, arrecadação e desenvolvimento da cadeia de serviços? UO: Uma expansão dessa natureza movimenta uma cadeia que vai muito além da operação dentro do terminal. O aumen- to da movimentação de cargas líquidas pode gerar maior demanda por serviços, fornecedores, manutenção, apoio logís- tico e outras atividades relacionadas aos setores portuário e de óleo e gás. É fazer valer o investimento em infraestrutura realizado para que o corredor de ligação entre Itaboraí e Itaguaí com o arco metropolitano de fato traga desenvolvimento.
um rígido checklist antes de iniciar qualquer operação. Também mantemos uma série de programas de gestão e monitoramento ambiental, que acompanham aspectos como a qualidade da água e dos sedimen- tos, as condições do berço de atracação e da bacia de evolução, as comunidades aquá- ticas, o ruído subaquático e a presença de cetáceos e quelônios. Há ainda programas voltados aos mangue- zais, ao gerenciamento de resíduos e efluen- tes e ao monitoramento da qualidade do ar. Para nós, crescimento e responsabilidade caminham juntos. A expansão das atividades precisa acontecer com segurança, respeito a comunidade local, ao meio ambiente e acompanhamento permanente dos possí- veis impactos.
Foto: Divulgação
O&GB: O crescimento da produção do pré-sal aumenta a pressão sobre a infraes- trutura de escoamento. Onde estão hoje os principais gargalos dessa cadeia e que espaço o Porto Sudeste pretende ocupar? UO: O crescimento da produção offshore exige que a infraestrutura logística acom- panhe essa evolução. Não basta aumentar a produção, é preciso contar com terminais, embarcações, estruturas de transbordo e so- luções capazes de movimentar esses volu- mes com eficiência e segurança. É nesse contexto que o Porto Sudeste pre- tende contribuir. A nova instalação cria uma área dedicada às operações com petróleo e derivados e amplia as alternativas dispo- níveis para o escoamento da produção. A localização em uma área abrigada da Baía de Sepetiba, com baixa variação de maré e
próxima à Bacia de Santos, favorece as ope- rações de transbordo atracado e reforça o posicionamento do terminal como uma al- ternativa logística para os volumes prove- nientes do pré-sal. O&GB: O aumento das operações com pe- tróleo traz também uma responsabilidade ambiental maior. Que medidas estão sendo incorporadas à expansão para prevenção de acidentes, resposta a emergências e prote- ção da Baía de Sepetiba? UO: A segurança operacional e a prote- ção ambiental são prioridades para o Porto Sudeste e fazem parte do planejamento de qualquer expansão. Trabalhamos com uma abordagem preventiva, que envolve iden- tificação e controle de riscos, capacitação das equipes e procedimentos de resposta a emergências, além do cumprimento de
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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