ENTREVISTA
UO: Nos próximos cinco anos, projetamos um Porto Sudeste ainda mais integrado às diferentes cadeias que atende, combinando a movimentação de granéis sólidos com o crescimento das atividades de petróleo e derivados. A entrada em operação dos dolfins será um passo importante nesse processo, ao proporcionar uma área dedicada às cargas líquidas e mais previsibilidade para essas operações. A expectativa é que as operações com óleo e derivados ocupem 50% de nossa atividade. Nossa capacidade que hoje é de 50 milhões de toneladas por ano passará a 100 milhões de toneladas/ano, distribuí- das em 50 milhões de granéis sólidos e 50 milhões de granéis líquidos. Portanto o investimento nos dolfins nos permite crescer em múltiplas direções e nos consolida como terminal multicarga. O petróleo e os derivados tendem a ocupar um espaço cada vez mais relevante, acom- panhando a evolução da produção e das necessidades logísticas do mercado. Ao mesmo tempo, o minério continuará tendo um papel importante no terminal. A estra- tégia é justamente combinar essas diferen- tes frentes de atuação, mantendo o foco em eficiência, segurança e sustentabilidade. Mais do que um Porto maior, queremos um Porto Sudeste cada vez mais preparado para atender às necessidades dos clientes, contri- buir para a eficiência da cadeia de óleo e gás e gerar valor para Itaguaí e para a região.
Os efeitos específicos sobre a distribuição de royalties, entretanto, dependem da apli- cação dos critérios estabelecidos pela regu- lamentação a cada operação. Mais do que o impacto sobre os royalties, vemos a expansão como um movimento que consolida a vocação de Itaguaí como um importante polo portuário e logístico e amplia sua participação no desenvolvimen- to do setor. O&GB: Com a nova estrutura funcionan- do a partir de 2027, que Porto Sudeste vocês projetam para os próximos cinco anos? Qual deverá ser o peso do petróleo e derivados dentro dessa nova configuração do terminal?
Acompanhamos as mudanças regulatórias que impactam o setor e reconhecemos a importância desse debate para os municí- pios que concentram atividades relaciona- das ao petróleo e gás. A atualização das regras da ANP trouxe novos elementos para a discussão sobre a distribui- ção dos royalties associados às instalações de embarque e desembarque. Para Itaguaí, a expansão das operações com petróleo e derivados representa uma oportunidade de ampliar a atividade econômica ligada ao setor, com reflexos sobre a demanda por serviços e negócios relacionados à atividade portuária.
Para Itaguaí, esse movimento reforça a vo- cação do município como polo portuário e logístico e pode abrir novas oportunidades para empresas e profissionais que atuam nessa área. A maior atividade econômica também con- tribui para a arrecadação associada às opera- ções e para o desenvolvimento dos serviços relacionados ao setor. O Porto Sudeste tem uma relação importante com o desenvolvi- mento da região, e buscamos fazer com que nosso crescimento esteja conectado à gera- ção de valor para Itaguaí e para o entorno. O&GB: As mudanças recentes nas regras da ANP para a distribuição de royalties relacionados às instalações de embarque e desembarque colocaram novamente esse tema em discussão. Como o Porto acompa- nha essa questão e que reflexos a ampliação das operações pode ter para Itaguaí? UO: Itaguaí e municípios vizinhos como Mangaratiba já são beneficiários de royalties pelo fato do Porto Sudeste estar operan- do na cadeia de movimentação de óleo na região. Obviamente que com o aumento das movimentações gerada pela expansão a parcela tende a aumentar. Estamos atentos ao impacto social positivo que nossas ativida- des geram na região e os royalties são apenas uma das vertentes, mas sabendo que na par- cela dos royalties há valores de investimento obrigatório em Saúde e Educação ficamos ainda mais satisfeitos de estarmos gerando essa riqueza e desenvolvimento local..
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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