Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

MATÉRIA DE CAPA

listas, operadores e fornecedores é outra: haverá continuidade suficiente para trans- formar essa reação em um novo ciclo de crescimento?

Os resultados atuais mostram que a provín- cia continua respondendo quando recebe investimentos em exploração e revitalização. A questão que passa a mobilizar especia-

fornecedores, elementos que sustentam o desenvolvimento socioeconômico do Norte Fluminense e contribuem para a segurança energética nacional”, salienta Francismar Ferreira.

“Esses investimentos em revitalização são estratégicos, cujos efeitos extrapolam a dimensão operacional da companhia, uma vez que são determinantes para assegurar os níveis de produção, emprego, participações governamentais e demanda pela cadeia de

A falta de demanda é que é desalentadora.

ABESPETRO

Foto: Divulgação

O pesquisador ressalta que a transição ener- gética não pressupõe o abandono imediato dos recursos petrolíferos. E que, no caso brasileiro, essa discussão deve considerar as especificidades da matriz energética nacional, cuja participação de fontes renováveis é superior à média mun- dial, bem como o fato de que, diferente- mente do observado em diversos países, o setor de energia não figura como o principal responsável pelas emissões de gases de efei- to estufa.

“Nesse contexto, os investimentos em petróleo e gás, inclusive na bacia de Campos, devem ser compreendidos como parte de uma estratégia voltada à garantia da segurança energética, ao fortalecimento da soberania nacional e à geração dos recursos necessários para financiar a própria transição”, conclui. É justamente nessa combinação entre recuperação operacional e limitações de investimento que se encontra o principal desafio da bacia de Campos.

Foto: Divulgação

Do ponto de vista das empresas fornece- doras, qual é o impacto de ciclos de inves- timento menos previsíveis sobre decisões de contratação, expansão de capacidade e desenvolvimento tecnológico? Telmo Ghiorzi – Sim, há impactos por conta da postergação de decisões e das naturais e indesejáveis consequências disso. Decisões sobre aumento de capacidade são sempre

A recuperação da produção da bacia de Campos indica uma mudança de tendência, mas a postergação de projetos estruturantes para depois de 2030 mantém um cenário de incerteza. É o que pontua Telmo Ghior- zi, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (ABESPetro).

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