Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 74

ENTREVISTA

O&GB: Quais são as expectativas da MODEC para ampliar sua frota de FPSOs no Brasil nos próximos anos? RR: O Brasil tem uma posição estratégica de destaque para o Grupo MODEC e é onde temos a maior estrutura de nossas opera- ções e de nossos profissionais. A projeção de crescimento para o setor confirma que o país continuará sendo um dos mercados mais importantes de FPSOs no mundo. Há diversos blocos já leiloados de alta qualida- de ainda para serem explorados, além da expectativa positiva com as novas fronteiras exploratórias. Continuaremos acompanhan- do os movimentos do mercado de perto em busca de oportunidades onde a empresa possa gerar valor para o cliente. O&GB: Olhando para o futuro, quais são as prioridades estratégicas da empresa no Brasil — novos contratos, expansão de serviços, digitalização, manutenção de longo prazo ou novas parcerias? RR: Estamos avançando em pontos relevan- tes nos compromissos que estabelecemos em nosso Plano de Negócios de Médio 2024- 2026. No Brasil, continuamos trabalhando alinhados à visão do plano para os próximos 10 anos: consolidar nossa posição como o melhor construtor e operador de FPSOs do mundo e com a menor pegada de carbono possível, aliada à segurança e alta disponi- bilidade. Para isso, continuaremos investindo fortemente em treinamento do nosso pesso- al, segurança, integridade dos nossos ativos e inovação. E, claro, seguiremos buscando novos contratos para a sustentabilidade da companhia no Brasil.

Projetos vencedores do Brasil

• Peças sob demanda e menos tempo de espera: utiliza manufatura aditiva por arco elétrico (tecnologia WAAM) para produzir peças metálicas diretamente quando neces- sário. Na prática, isso elimina longos prazos de aquisição de componentes, reduz custos e aumenta a autonomia de manutenção das unidades. Ao produzir internamente itens críticos, as equipes ganham agilidade e a mpliam a confiabilidade dos sistemas. • Inspeção de risers para garantir integri- dade abaixo da linha d’água: desenvolvi- mento de uma metodologia específica para inspecionar risers rígidos, cujas conexões estão posicionadas abaixo da lâmina d’água. Risers são tubulações que transportam óleo e gás entre o poço e a unidade e sua integridade é essencial para a segurança e a continuidade da operação. A nova abor- dagem permitirá verificar essas estruturas de forma mais precisa, identificando riscos e antecipando intervenções necessárias, fortalecendo a integridade dos ativos no longo prazo.

• Rede wireless para detecção de gás a bordo: introduz o uso de detectores de gás wireless. Diferentemente dos sistemas tradicionais cabeados, essa tecnologia amplia o alcance de monitoramento, facilita a instalação em áreas de difícil acesso e reduz o tempo de implementação a bordo, elevando o nível de segurança operacional e permitindo respostas mais rápidas em situa- ções críticas. • Manutenção do flare sem parar a opera- ção (Flare Tower Robotic Solution): uma alternativa inovadora para realizar manu- tenção na torre de flare, que sofre efeitos constantes de corrosão e tradicionalmente só pode ser inspecionada ou reparada com a planta parada. A solução busca desen- volver modelos de manutenção robotizada capazes de atuar com a unidade em operação. Isso reduz impactos no planeja- mento, aumenta a confiabilidade estrutural do ativo e melhora a integridade ao longo do ciclo de vida, reforçando segurança e eficiência operacional.

Foto: Divulgação

MODEC impulsiona inovação e P&D

Quatro iniciativas brasileiras foram selecio- nadas pelo programa global de inovação da companhia e propõem soluções para o ambiente offshore. Quatro projetos da MODEC no Brasil foram reconhecidos pelo Call for R&D Proposal, programa global de Pesquisa & Desenvolvi- mento da empresa, que estimula iniciativas para tornar as operações offshore mais segu- ras, eficientes, automatizadas e sustentáveis. As ideias selecionadas serão desenvolvidas e implementadas ao longo deste ano. O programa recebeu mais de 40 propos- tas enviadas por profissionais de diferentes países. Dos sete projetos aprovados este ano, quatro foram desenvolvidos por profissionais que atuam no Brasil e apresen- tam avanços importantes para a operação offshore, trazendo soluções que reforçam o monitoramento de segurança, aprimoram a manutenção de equipamentos, reduzem custos e aumentam a eficiência operacional.

FPSO Carioca - Foto: Divulgação

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