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vida útil e ampliando a produção. Novos sistemas submarinos, campanhas de perfu- ração, intervenções em poços e a entrada de empresas privadas em ativos antes operados exclusivamente pela Petrobras deram novo dinamismo à região. Embora a produção da bacia de Campos nunca mais tenha alcançado o protagonis- mo absoluto dos anos 2000, ela continua respondendo por uma parcela significa- tiva da produção brasileira de petróleo e gás. Para Macaé, isso significa manter uma posição estratégica dentro da indústria, ainda que em um cenário bastante diferente daquele vivido durante o auge da explora- ção offshore. A experiência da cidade também deixou uma lição importante. Ao longo dos anos, Macaé buscou ampliar sua base econômi- ca, incentivando novos investimentos em tecnologia, inovação, educação, energia e serviços especializados. O objetivo é reduzir a dependência de um único setor sem abrir mão da vocação construída desde a chega- da da Petrobras. A diversificação ainda é um processo em andamento, mas tornou-se uma prioridade. Hoje, o município conta com três parques tecnológicos em desenvolvimento, mais de 10 mil estudantes em cursos técnicos e superiores ligados à engenharia e energia, além de iniciativas em hidrogênio verde, energia solar e pesquisas em eólica offshore.
Macaé continua sendo um dos principais beneficiários em arrecadação de tributos da Petrobras em 2025, estando entre os dez municípios brasileiros que lideram essa arrecadação. É um dos quatro municípios do Estado do Rio de Janeiro que fazem parte desse ranking, sendo Macaé, a líder, tendo registrado inclusive um aumentou subs- tancialmente sua arrecadação de R$ 317,5 milhões em 2024 para R$ 395,5 milhões em 2025 - crescimento de aproximadamente 24,6%. Os recolhimentos realizados pela Petrobras abrangem tributos próprios, oriundos das suas operações e retidos de terceiros, nas condições de responsável tributário e subs- tituto tributário, uma vez que a petroleira retém tributos nas operações comerciais com clientes e fornecedores, conforme esta- belecido na legislação brasileira. Os recolhimentos também envolvem as participações governamentais, que são com- pensações financeiras pagas pelas empresas que exploram e produzem petróleo e gás natural no território brasileiro.
Arrecadação de tributos
na ocupação. Restaurantes, comércio e prestadores de serviços também sentiram a desaceleração. A crise, no entanto, não pode ser explicada apenas pela conjuntura econômica daquele período. Enquanto o setor enfrentava difi- culdades, a própria geografia da produção de petróleo no Brasil começava a mudar. A bacia de Campos permanecia como uma das principais áreas produtoras do país, mas muitos de seus campos já haviam atingido a maturidade após décadas de exploração. Manter os níveis de produção passou a exigir investimentos crescentes em revitalização, recuperação de poços e modernização de plataformas. Ao mesmo tempo, o pré-sal demonstrava um desempenho que mudaria a lógica da indústria brasileira. Os gigantescos campos descobertos na costa sudeste apresentavam produtivida- de elevada, custos competitivos e grande potencial de produção. Gradualmente, os investimentos migraram para esses proje- tos, principalmente na bacia de Santos, que passou a concentrar boa parte da expansão da produção nacional. Essa mudança alterou o mapa da arrecada- ção de royalties no Estado do Rio de Janeiro. Municípios beneficiados pela distribuição das receitas provenientes do pré-sal passaram a registrar arrecadações cada vez maiores. O pro- tagonismo financeiro mudou de endereço.
Macaé deixou de figurar entre os maiores beneficiários dos royalties, mas isso não significou perda de importância para a indústria. A cidade continuou sendo o princi- pal centro operacional da bacia de Campos. Grande parte da infraestrutura construída ao longo de quase cinco décadas permaneceu ativa. Empresas especializadas em manutenção, inspeção, engenharia submarina, apoio marí- timo, logística, tecnologia e transporte conti- nuaram instaladas no município. O aeropor- to manteve sua relevância nas operações de embarque para plataformas, enquanto a ca- deia de fornecedores preservou em Macaé seu principal polo de atuação.
Revitalização
Nos últimos anos, esse papel voltou a ganhar força com a revitalização da bacia de Campos. Projetos conduzidos pela Petrobras e por operadoras independentes passaram a buscar o aumento do fator de recupera- ção dos campos maduros, prolongando sua
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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