Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 78

COLUNISTA

Jorge Luiz Mitidieri Jorge Luiz Mitidieri é engenheiro químico com MBA em administração, oleo e gas e Finanças pela FGV e London Business, foi diretor, VP e CEO de Ocyan e atualmente trabalha como Consultor, Conselheiro, Mentor e Professor.

Como havia prometido na minha última coluna de junho segue o convite a todos os leitores a participar do nosso evento de lançamento do livro que estou fazendo em coautoria com Carlos Mastrangelo.

O mercado de gás de Sergipe estará diretamente ligado à cadeia industrial em terra onde com novos investimentos da Petrobras espera-se a reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) em Laranjeiras onde serão produzidos amônia e ureia utilizando-se o gás natural como matéria-prima principal. Enquanto o estado expande a sua atua- ção para o mar profundo, antigos campos costeiros passam por um processo de encer- ramento controlado. Mais de R$12 bilhões serão destinados ao descomissionamento de mais de 25 plataformas antigas em águas rasas. As atividades englobam a remoção das jaquetas e as dos respectivos topsides e o tamponamento final dos poços. Com as novas plataformas o estado de Sergipe estima saltar dos atuais 12.000 barris diários de produção para cerca de 300.000 bpd, tornando-se o maior produtor de petróleo e gás do Nordeste. Graças também aos novos campos sergi- panos a participação do Nordeste brasileiro na oferta de gás deve saltar dos atuais 15% para mais do dobro chegando provavel- mente a 31%. Em paralelo a isto tudo o mercado de campos maduros em terra no estado passou por uma enorme transformação após o processo de desinvestimento da Petrobras. Mas isto vou deixar para falar mais na coluna de agosto junto com os insi- ghts da Sergipe O&G.

FPSO EXPO 2027

O setor de O&G em Sergipe vive um perí- odo de grandes expectativas para grandes investimentos e transformações enormes, impulsionado fortemente pelo avanço dos projetos da Petrobras e seus sócios na Bacia Sergipe-Alagoas. Os investimentos totais esperados ultrapas- sam R$ 70 bilhões com uma geração de emprego de mais de 25 mil novos postos de trabalho. Além das duas novas plataformas um gran- de projeto de implantação de dutos subma- rinos com mais de 130km de extensão que irão conectar as plataformas até a costa do estado. Juntamente com os dutos as obras de infraestruturas submarinas e bases de apoio devem movimentar fortemente o mercado local. O início do escoamento comercial deste gás está inicialmente projetado e planejado para o ano de 2031.

este mês de Julho aconteceu a Sergipe O&G e vamos falar mais dela nas próximas colunas. Um novo mercado se abre ainda fora da frontei- ra da Margem Equatorial. A conclusão das negociações e assinatura dos contratos para o fornecimento de dois FPSOs gigantes para Sergipe Águas Profun- das, SEAP I e II, trás uma brisa de grandes esperanças e enormes expectativas para aquele estado, o menor estado da federação. Sergipe, localizado entre os Estados da Bahia e Alagoas tem uma população pouco maior do que 2,3 milhões de habitantes numa área total de quase 22.000 km2. Além de Aracaju, a capital com pouco mais de 630.000 habitantes, outras cidades mar- cantes do Estado são Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, Itabaiana e São Cristóvão, esta última uma das mais antigas cidades do Brasil.

No livro juntamente com mais de 20 parcei- ros e colaboradores contamos uma breve história do negócio de O&G, a história dos FPSOs no Brasil e no mundo e muito mais. O livro está dividido em 14 capítulos e entre outros assuntos falamos de:

• Certificação e Classificação de FPSOs

• Riscos e Seguros em projetos de FPSO

• Diversas plantas de processo

• Evolução das plantas de processo e utilidades

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