CONTRATO
COLUNISTA
ignorar esse ativo é, na prática, aceitar a perda de valor em um ambiente que exige exatamente o oposto: captura máxima de eficiência.
Da inércia à decisão
A manutenção do desperdício não está mais associada, majoritariamente, a limitações tecnológicas.
Conclusão: produzir mais ou produzir melhor?
As alternativas são conhecidas:
O setor de óleo e gás continuará investindo em exploração e produção — e deve fazê-lo. Mas há uma pergunta que se impõe: faz sentido buscar novas fontes de ener- gia enquanto parte da energia já produzi- da continua sendo desperdiçada?
• geração de energia a bordo • reinjeção com estratégia de recuperação • monetização via soluções modulares • integração com cadeias industriais
Foto: Divulgação
Mota-Engil firma contrato de R$ 728 milhões com a Petrobras
O que ainda limita o avanço está mais relacionado a:
O gás não aproveitado representa uma oportunidade concreta de:
• estrutura de incentivos • priorização de investimentos • e modelo mental centrado exclusivamente no óleo
Mota-Engil Brasil firmou um contra- to de R$ 728 milhões (equivalente a cerca de € 113 milhões) com a
de equipamentos submarinos e sistemas de ancoragem abandonados no leito marinho, em lâminas d’água que variam entre 100 e 1,8 mil m. Em junho de 2025, a companhia assinou um contrato avaliado em R$ 1,56 bilhão (€ 240 milhões) com a Petrobras para o desmantelamento de instalações offshore nos campos de Marlim Sul e Marlim Leste, também localizados na Bacia de Campos. A Mota-Engil Brasil é subsidiária do grupo Mota-Engil, conglomerado português com atuação nos setores de construção civil, obras públicas, operações portuárias, resíduos, águas e logística.
• gerar valor adicional • reduzir emissões • e acelerar resultados
Petrobras para a execução de serviços de Engenharia, Preparação, Remoção e Destinação Final (EPRD) de sistemas subma- rinos de produção de petróleo da Bacia de Campos. Com duração estimada de cinco anos, o contrato contempla a execução integra- da de atividades de descomissionamento envolvendo aproximadamente 305 kms de linhas submarinas – incluindo dutos flexíveis de produção, injeção e gas lift, umbilicais eletro-hidráulicos, cabos elétricos e de fibra óptica – bem como a remoção
Uma questão de posicionamento
Sem necessidade de ruptura tecnológica ou expansão de fronteiras.
A indústria vive um momento de trans- formação, em que eficiência operacional, responsabilidade ambiental e retorno sobre capital passam a conviver de forma mais in- tegrada. Nesse contexto, o aproveitamento do gás deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ser uma decisão estratégica.
Talvez o verdadeiro diferencial competiti- vo, neste momento, não esteja apenas em produzir mais — mas em aproveitar me- lhor o que já se produz.
E isso começa por tornar visível aquilo que, até agora, tem sido tratado como invisível.
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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