Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 75

COLUNISTA

Oil Recovery), aumentar o FR para valores mais próximos ao benchmark do Mar do Norte próximo à 40%. Neste próximo mês de maio teremos a oportunidade de participar de um evento marcante no mercado de FPSO no Brasil. Evento que a cada ano vem se tornan- do uma marca registrada do negócio de unidade flutuantes de produção de óleo e gás. Neste ano grandes empresas de O&G, operadoras de FPSO, grandes fornecedo- res e prestadores de serviços de um modo geral deste mercado terão a oportunidade de discutir temas de muita relevância para o negócio. Novos projetos, desafios de projetos cada vez mais complexos, integridade, revitaliza- ção, novas tecnologias, descomissionamen- to, projetos em andamento e experiências recentes serão revistas e discutidas por uma plateia muito qualificada e preparada, dando ao evento um status de um dos maiores congressos de FPSO do mundo. A FPSO EXPO contará também com uma feira de exibição que ocorre em parale- lo com diversos stands com produtos e fornecedores de uma maneira geral. Sempre fecho minha coluna mensal fazendo um agradecimento especial e que muito me honra pela oportunidade que Leandro Villela e a Revista Digital O&G Brasil me concedem para compartilhar reflexões sobre esse universo tão fascinante e tão decisivo para o desenvolvimento econômi- co e tecnológico do Brasil.

Jorge Luiz Mitidieri Jorge Luiz Mitidieri é engenheiro químico com MBA em administração, oleo e gas e Finanças pela FGV e London Business, foi diretor, VP e CEO de Ocyan e atualmente trabalha como Consultor, Conselheiro, Mentor e Professor.

Um sem-fim de novos projetos com enormes oportunidades para o mercado de construção e fornecimento no Brasil. Cada vez mais empresas nacionais e es- trangeiras estão interessadas neste mer- cado, que apesar de todas as discussões sobre energia renovável, continua pujante e crescente. Em paralelo, muito tem sido discutido sobre integridade, aproveitamento e revitalização de unidades de produção. Com objetivo claro de abrir um canal para que através de projetos integrados de recuperação de unidades que já sem encontram em opera- ção por muitos anos possam continuar nos campos por muitos anos mais, ajudando na recuperação de mais óleo disponível, aumentando a taxa de recuperação de óleo (fator de recuperação) dos campos de petróleo no Brasil. Como dado de referência 0 FR (fator de recuperação) médio dos campos brasileiros, considerando os dados de boletins recen- tes da ANP, situa-se em um nível próximo ao benchmark global que gira em torno de 30%. No Brasil o FR médio é de 28% segundo dados mais recentes. Um trabalho cada vez mais estruturado e com aplicação de tecnologias diferenciadas – Digital Twin, IoT, automação, manutenção preventiva, RBA/RBI – possibilitam que as unidades de produção possam permane- cer na mesma locação por mais tempo o que viabiliza, através de novas tecnologias avançadas de recuperação (EOR – Enhanced

FPSO no Brasil

processo que um dia já tiveram 5 a 7 mil toneladas de peso líquido hoje já temos unidades com mais de 40/50 mil toneladas. Continuamos a ter em nosso mercado nacional a maior indústria de FPSOs do mundo. E o mercado continua em expansão. Petrobras caminhando firme na contratação de mais duas novas unidades para processamento de óleo e gás na bacia de Sergipe, e novos projetos em processo de licitação para revitalização de Albacora (P88) e para Buzios XII (P91). Novos projetos estão previstos para os próximos anos: Barracuda e Caratinga, Tupi, mais um FPSO para o campo de Mero, revitalização de Marlim Leste e Sul, Tupi, Sirus, Forno, mais um para Parque das Baleias. Isto só falando de dados públicos conhecidos amplamente pelo mercado da Petrobras, a maior contratante de FPSO do planeta.

stou no mercado de construção, afretamento e operação de FPSOs e outras unidade de produção há

muitos anos.

Já tive a oportunidade de construir unida- des no Brasil, na China, Coréia e Singapura. Projetos de engenharia no Brasil e longe daqui. Muitas experiências distintas e muitas emoções. Para quem nunca teve a oportunidade de entender um projeto de um FPSO e nunca participou de uma operação posso garantir que são empreitadas fascinantes que tra- zem a cada dia uma experiência grandiosa. As unidades de produção evoluíram muito, os sistemas são mais complexos em função de requisitos cada vez maiores de segu- rança e flexibilidade; com o advento dos campos do pré-sal os fluidos são cada vez mais distintos e desafiadores; as plantas de

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