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ARTIGO II
Equinor inicia campanha de perfuração do projeto Raia
as suas etapas.O Brasil está diante de uma inflexão. Com o crescimento do número de ativos maduros, o descomissionamento tende a se consolidar como um dos prin- cipais vetores de atividade industrial no offshore. Quem compreender essa dinâmi- ca como economia circular estruturada não estará apenas executando projetos.
Cadeias reversas são estruturadas, certi- ficados de destinação passam a ter valor econômico e a gestão de resíduos se inte- gra diretamente ao modelo de negócio do descomissionamento. No descarte, perma- necem apenas os rejeitos sem viabilidade técnica ou econômica, sempre sob controle rigoroso e com rastreabilidade total.
Equinor Brasil, em nome de seus parceiros no consórcio, anuncia que a Valaris iniciou, a fase de perfura-
O gás será exportado por meio de um gasoduto de 200 km que ligará o FPSO a Cabiúnas, no município de Macaé, no estado do Rio de Janeiro. A campanha de perfuração ocorre a aproximadamente 200 km da costa, em lâminas d’água de cerca de 2.900 metros. As atividades serão realizadas pela DS-17, um navio-sonda de águas ultraprofundas, capaz de operar em profundidades superiores a 3.600 metros. A DS-17 também integrou a campanha de perfuração de Bacalhau, campo operado pela Equinor na Bacia de Santos, que iniciou a produção em outubro do ano passado. Mais gás para o Brasil – com baixas emissões na produção O projeto é o maior investimento interna- cional da Equinor, totalizando aproximada- mente US$ 9 bilhões. Além disso, o FPSO do projeto deve estar entre os mais eficientes do mundo em termos de intensidade de carbono, com emissões médias de CO₂ de cerca de 6 kg por barril de óleo equivalente. Estima-se que o projeto gere até 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo de todo o seu ciclo de vida. O projeto Raia integra o Novo PAC do Governo Federal.
ção do projeto Raia. A sonda Valaris DS-17 irá perfurar seis poços. As atividades estão sendo realizadas na área do pré-sal da Bacia de Campos. Raia é um dos principais projetos de gás natural do Brasil e é operado pela Equinor (35%), em parceria com a Repsol Sinopec Brasil (35%) e a Petrobras (30%). O projeto possui reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente. Raia tem capacidade para escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. “O Brasil é um país de projetos pioneiros para a Equinor e Raia, com seu conceito inovador, materializa isso. Estamos cada vez mais próximos de alcançar o objetivo de contribuir com cerca de 15% da demanda nacional de gás em 2028, quando o projeto entrar em operação”, afirma Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil. O conceito inovador de desenvolvimento do projeto baseia-se na produção por meio de poços conectados a um FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência), capaz de especificar o óleo/ condensado e o gás produzidos, além de condicioná-los para comercialização.
Estará liderando uma nova indústria.
Esse sistema é suportado por um arcabouço regulatório robusto.
A P-35 não representa o início desse movimento, que já vem sendo construído com unidades como P-32, P-33 e outras. Ela marca o recomeço de uma cadeia que se reorganiza, ganha escala e passa a se estruturar definitivamente como indústria. Mauro Destri é um dos convidados do FPSO Expo 2026, no qual vai mediar o painel Regulatory overview of FPSO decommissio- ning, no dia 21, as 13:h30.
No Brasil, ANP 817 estrutura o descomis- sionamento, enquanto a ANSN, com a Resolução 14 de 2026, regula materiais com presença de NORM. IBAMA e Marinha atuam no licenciamento e segurança. No cená- rio internacional, a Convenção da Basileia regula a movimentação de resíduos perigo- sos, enquanto a Convenção de Hong Kong, sob a IMO, exige o Inventário de Materiais Perigosos. Normas como NORSOK D-010 e diretrizes da IOGP reforçam padrões técnicos para abandono de poços e integridade. Sob a ótica dos Objetivos de Desenvol- vimento Sustentável (ODS), esse modelo conecta indústria, inovação, consumo responsável e proteção ambiental. Mas o ponto central vai além da conformida- de. A economia circular no descomissio- namento da P-35 revela que o verdadeiro valor não está apenas na retirada de um ativo do campo. Está na capacidade de transformar esse processo em cadeia produtiva integrada, com geração de valor em todas
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Foto: Divulgação
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