Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 75

OFFSHORE

Petrobras aprova novos investimentos em SEAP e avança na contratação de duas plataformas para a Bacia Sergipe-Alagoas Decisão Final de Investimentos do SEAP I e conclusão das negociações dos FPSOs consolidam a atuação em nova fronteira de produção de óleo e gás no Nordeste .

O modelo de contratação adotado para ambas as plataformas é o BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a contrata- da é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras. A conclusão desta negociação representa marco relevante na estratégia de supri- mentos da companhia, confirmando que o modelo BOT é uma solução madura, oferecendo à Petrobras a flexibilidade necessária para viabilizar novos projetos de sua carteira, mesmo diante dos atuais desafios de mercado.

petróleo. A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após o cum- primento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros. Esse marco impulsiona a etapa de execução dos projetos. A SBM Offshore será responsável pela cons- trução das duas plataformas, que, juntas, terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural por dia. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.

Petrobras aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, consoli-

Esses avanços permitiram estruturar a nego- ciação conjunta das plataformas P-81 e P-87, que integrarão os projetos SEAP I e SEAP II, respectivamente, possibilitando capturar sinergias relevantes e ganhos de escala, fun- damentais para a conclusão da negociação em bases economicamente sustentáveis. As condições alcançadas ampliaram o retorno financeiro dos projetos e possibili- taram a inclusão do SEAP I na Carteira em Implantação Base. Esse resultado reforça a relevância da parceria e da escuta ativa entre a companhia e o mercado fornecedor como elementos centrais para a viabilização de projetos, mesmo em um contexto estrutural- mente marcado pela volatilidade dos preços do

dando o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas (SEAP), uma nova fronteira de produção de óleo e gás no país.

O FID do módulo SEAP II já havia sido aprovado em dezembro de 2025.

A viabilização dos projetos decorreu de uma série de iniciativas conduzidas pela Petrobras em conjunto com o mercado forne- cedor, com destaque para as otimizações de projeto e a revisão de termos e condições contratuais, que elevaram a atratividade econômica dos dois módulos.

Foto: Divulgação

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