A Revista digital Oil & Gas Brasil passa a apresentar uma nova estrutura gráfica e digital, para atender melhor essas demandas. A principal mudança está no formato edi torial, que deixa de ser horizontal e passa a ser vertical, padrão amplamente utiliza do por publicações no Brasil e no exterior. Trata-se de um formato consolidado, que facilita a leitura, possibilita organizar melhor o conteúdo e amplia a compatibilidade com diferentes plataformas de visualização. Essa alteração tem impacto direto na área comercial. No modelo anterior, a inserção de anúncios exigia, muitas vezes, o desen volvimento de artes específicas, diferentes dos padrões normalmente utilizados pelas áreas de marketing e agências. Com o novo formato, a revista passa a trabalhar com dimensões já consolidadas no mercado, tor nando o processo de inserção mais simples, rápido e menos oneroso para quem anuncia.
Edição 80 Setembro de 2026
Ulisses Oliveira - diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste
ENTREVISTA
SUMÁRIO
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OFFSHORE
SHAPE DIGITAL LANÇA TECNOLOGIA PARA REDUZIR EMISSÕES NAS FPSOS
Revista digital Oil & Gas Brasil e Guia Oil & Gas Brasil são publicações exclusivas da MJB Edito- res Associados. Diretora: Renata Soares Reportagem: Flâvia Vaz, Julia Vaz e Fabiano Reis Editora: Flávia Vaz Comercial: lrys Lima/ Leandro Jesus Diagramação: MJB Editores Associados Fotos: Banco de imagens da Petrobras, Ag. Petrobras, ANP e Redação. Circulação: Mensal envio para + 40 mil e-mails. As matérias jornalísticas e artigos assinados em Revista digital Oil & Gas Brasil somente poderão ser reproduzidos, pardal ou Integralmente, mediante autorizaç o da diretoria. Os artigos assinados não re- fletem necessariamente a opinião da Revista digital Oil & Gas Brasil. A revista é dirigida a empresários, executivos, engenheiros, geólogos, técnicos, pes- quisadores, fornecedores, prestadores de serviços e compradores do mercado petrolífero brasileiro. 04 ........................... Editorial 06 .......................... Offshore 28 .......................... Offshore 36 ........................... Royalties 44 ................. Indústria naval 52 ...................... Gás Natural 64 .......................... Offshore 68 .......................... Refinaria 72 .......................... Artigo 78 .......................... Offshore 82 .......................... Offshore 84 .......................... Recorde 88 .......................... Offshore
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MATÉRIA DE CAPA
ROG.E 2026 UM FESTIVAL DE ENERGIA
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COLUNISTA ROBERTO SILVA
SOME FISH EVOLVE MUCH FASTER.
O BRASIL AINDA PRECISA IR A HOUSTON PARA LIDERAR O SETOR DE ENERGIA?
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COLUNISTA JORGE LUIZ MITIDIERI
GREEN PIN ® ROV PRO SHANK HOOK
ROG.E 2026 E NOSSO FUTURO
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ENTREVISTA EXCLUSIVA PORTO SUDESTE: TUDO PRONTO PARA O FUTURO
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
EDITORIAL
O Brasil no foco da indústria global de energia
O conjunto dessas histórias revela que o petró- leo chega a São Paulo por múltiplos caminhos — produção offshore, processamento, logística e serviços — e que o estado se tornou peça- -chave na cadeia energética nacional. No artigo de Roberto Silva, a reflexão ganha pro- fundidade: afinal, o Brasil ainda precisa ir a Hous- ton para liderar o setor de energia? O autor ar- gumenta que, embora a OTC permaneça como um dos maiores encontros globais da indústria, o país já não ocupa o papel de mero aprendiz. A evolução tecnológica do offshore brasileiro — dos sistemas submarinos complexos às ope- rações em lâminas d’água superiores a 2.000 metros — transformou o país em referência mundial. Hoje, o Brasil não vai a Houston ape- nas para aprender, mas para apresentar solu- ções desenvolvidas aqui. Roberto destaca que o Atlântico Sul se tornou uma das regiões mais relevantes para o futuro da indústria, aproximando Brasil e África Oci- dental em desafios e oportunidades. Nesse contexto, o Rio de Janeiro desponta como hub tecnológico, empresarial e financeiro do of- fshore. O autor conclui que o Brasil não precisa dei- xar de ir a Houston, mas que Houston — e o mundo — têm cada vez mais razões para vir ao Brasil.
A nova estrutura, prevista para 2027, posiciona Itaguaí como polo logístico essencial para o escoamento do pré-sal, ampliando alternativas para transbordo, atração de investimentos e geração de empregos. A expansão, segundo ele, não é apenas um avanço operacional: é uma oportunidade de fortalecer a economia local, diversificar serviços e consolidar o Porto Sudeste como terminal multicarga preparado para o futuro da indústria. A série Royalties mostra que São Paulo entrou definitivamente no mapa das receitas petrolífe- ras. Embora historicamente associado ao refino, o estado passou a receber volumes expressivos de royalties e participações especiais graças ao avanço do pré-sal na bacia de Santos. Municípios como São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba aparecem entre os maiores beneficiários do país, impulsionados por campos gigantes como Búzios, Sépia, Sapinhoá e Lapa. A reportagem destaca que, em 2024, São Sebastião recebeu R$ 341 milhões em royalties, enquanto Ilhabela re- gistrou oscilações significativas nas receitas, levando à criação de um Fundo Soberano para enfrentar períodos de queda. A UTGCA, em Caraguatatuba, reforça a impor- tância da infraestrutura de gás para a economia local, enquanto o TEBAR, em São Sebastião, ganhou relevância após mudanças regulató- rias da ANP sobre instalações de embarque e desembarque.
O impacto econômico ultrapassou R$ 593 milhões, com 84% de ocupação hoteleira e 13.881 empregos diretos gerados durante o evento — números que colocam a ROG.e no mesmo patamar dos grandes encontros globais do setor. A participação de profissio- nais e empresas de 77 países reforça que o Brasil não apenas domina tecnologias de águas profundas e ultraprofundas, mas se tornou vitrine internacional em inovação, operação e desenvolvimento de novos projetos. A presença de executivos das maiores opera- doras globais — Petrobras, Shell, ExxonMobil, TotalEnergies, Chevron, Galp, entre outras — e debates sobre exploração, gás natural, financia- mento, competitividade offshore, licenciamen- to ambiental e novas fronteiras exploratórias evidenciaram que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica no Atlântico Sul, região que concentra algumas das fronteiras mais promis- soras da indústria mundial. É exatamente essa dimensão que o leitor vai encontrar na matéria de capa desta edição. Já a entrevista com Ulisses Oliveira, diretor de As- suntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste, evidencia como essa transformação se materializa em infraestrutura. Ele detalha a ex- pansão do terminal, que ganhará uma área dedi- cada ao petróleo e derivados e capacidade para até 144 operações anuais de cargas líquidas.
ROG.e 2026 consolidou-se como um dos maiores eventos de energia do mundo e reafirmou o protagonis-
mo brasileiro no setor offshore. Com 83 mil visitantes, 10% acima da edição anterior, mais de 670 expositores, 100 patrocinadores, 57 star- tups e 924 trabalhos técnicos apresentados, o encontro demonstrou a escala e a vitalidade da indústria nacional.
É nisso que a revista Oil & Gas Brasil acredita. Portanto, vamos em frente!
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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OFFSHORE
Shape Digital lança tecnologia para reduzir emissões nas FPSOs Shape Lumen, nova solução da empresa, identifica as causas-raiz da queima não planejada de gás no flare, an- tecipa riscos e acelera análises de Gases de Efeito Estufa.
Em um caso específico, a solução demonstrou uma redução média superior a 12% nas emissões diárias provenientes de queima não planejada. Aplicada a ati- vos terrestres e offshore, como unidades FPSO (Floating Production Storage and Offloading), essa redução já representou uma economia estimada de US$ 200 mil por ano para um FPSO com produção de 200 mil barris por dia, considerando como referência o preço do gás em USD/MMBtu e o preço do carbono em USD/tCO2e. A ferramenta adota uma abordagem horizontal, analisando todo o sistema de produção (gás, água e óleo) e monitoran- do os limites de vazão. Quando ocorrem violações, avalia as variações de vazão captadas pelos sensores no período que antecede o evento. O algoritmo classifica automaticamente, hora a hora, a causa-raiz da queima inde- sejada, reduzindo o tempo que os enge- nheiros precisam dedicar à identificação manual de anomalias em dados brutos: de períodos que podem chegar a 10 dias para uma visibilidade praticamente em tempo real.
Shape Digital, empresa de inte- ligência artificial que desenvolve plataformas digitais de apoio à
tomada de decisão para indústrias inten- sivas em ativos, anunciou hoje sua nova tecnologia de IA com conhecimento de engenharia incorporado voltada à descar- bonização e à eficiência operacional no setor de óleo e gás. O Shape Lumen é uma solução que utili- za um agente de IA voltado para reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do flare – queima controlada de gases residuais ou excedentes, usada ro- tineiramente nas unidades de processo para aliviar pressão. A ferramenta age em tempo real, conec- tando sinais de causa-raiz possivelmente invisíveis na planta de processos (gás, água e óleo) e aprimorando a gestão da queima de gás. Dessa forma, a solução possibilita a cria- ção de casos de uso com ações concretas que contribuem diretamente para a re- dução de emissões em casos de queimas não planejada, e para o cumprimento das normas regulatórias.
Foto: Divulgação
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OFFSHORE
SOBRE A SHAPE DIGITAL
Em vez de substituir sistemas existentes ou adicionar mais um dashboard, a Sha- pe incorpora inteligência aos sistemas e dados que as empresas já utilizam. Nascida da MODEC, líder global em soluções para o mercado offshore de petróleo e gás há mais de 50 anos, a Shape reúne décadas de experiência industrial e conhecimento em ativos de grande porte em sua tecnologia, ajudando operadores, engenheiros e líderes empresariais a tomar decisões mais inteligentes e rápidas, sem acrescentar complexidade desnecessária.
A Shape Digital combina experiência industrial com inteligência artificial agên- tica para atuar como uma camada de inteligência para indústrias intensivas em capital, ajudando equipes a transformar dados operacionais em ações precisas. A Shape conecta dados provenientes de praticamente qualquer fonte ou sistema, online ou offline, transformando dados operacionais existentes em análises auto- matizadas, prognósticos, recomendações e chamadas para ação que ajudam opera- dores a otimizar desempenho, manuten- ção, segurança e eficiência.
Foto: Divulgação
“O monitoramento e a análise de flare tradicionalmente são pontos críticos para a indústria de petróleo e gás devido ao desperdício de combustível, ao impacto das emissões e ao elevado risco de mul- tas regulatórias”, afirma Leonardo Macha- do, VP de Growth da Shape Digital. “O Lumen transforma dados complexos de engenharia de processos em ações di- retas de mitigação, permitindo antecipar gargalos e evitar que eventos de queima não rotineira ocorram com frequência.” O Shape Lumen foi apresentado na GAS- TECH 2025, realizada na Fiera Milano, na Itália, e chega em um momento de crescente pressão sobre a indústria por maior eficiência operacional, redução de emissões e conformidade regulatória, es- pecialmente no que diz respeito à queima não planejada, que pode ser provocada por falhas de equipamentos e outras situações.
Após um piloto bem-sucedido, a MODEC já expandiu, neste ano, para dez FPSOs de sua frota no Brasil, demonstrando sua aplicação em escala em operações reais. Além de mapear o histórico das cau- sas-raiz, o Shape Lumen incorpora um modelo preditivo baseado em inteli- gência artificial que projeta a tendência acumulada de queima para o mês em curso, alertando os gestores caso o ativo esteja a caminho de ultrapassar os limites regulatórios estabelecidos pelos órgãos de fiscalização. Com uma implementação que leva aproximadamente um mês por unidade offshore, uma vez atendidos os requisi- tos básicos de instrumentação, a Shape Digital está concentrada na expansão da solução no Brasil, ao mesmo tempo em que busca oportunidades em outros mer- cados globais.
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MATÉRIA DE CAPA
ROG.e 2026
Projetos acelerados
Um festival de energia
ROG.e 2026 terminou no dia 24 de setembro, no Riocentro, com 83 mil visitantes, cerca de 10% a mais
As decisões de investimento ocuparam parte das discussões do segundo dia. Representantes de Petrobras, Shell, ExxonMo- bil, BRAVA, Prio e ANP falaram sobre custos, infraestrutura disponível e regras para novos projetos. No painel sobre competitividade offshore, a Petrobras apresentou a redução de mais de 50% do peso dos topsides — estruturas superiores das plataformas — em novos FPSOs como exemplo da simplificação ado- tada nos projetos. Representantes da SLB, ExxonMobil e MISC defenderam contratos de longo prazo, automação e estabilidade regulatória. O CEO global da Shell, Wael Sawan, explicou os critérios usados pela companhia para decidir onde investir. Citou Canadá, Estados Unidos, Nigéria e Brasil entre as áre- as da distribuição geográfica das operações e disse que risco e retorno são considerados na escolha dos projetos. Ao falar do Brasil, mencionou a estabilidade das regras, o am- biente geopolítico e o sistema tributário. Nos campos maduros, BRAVA Energia e Prio trataram do reaproveitamento de estruturas existentes e dos tiebacks, conexão de novas descobertas a plataformas já instaladas.
Cerca de 83 mil visitantes, injeção de R$ 593 milhões no Rio e contratos acima de R$ 100 milhões refletem gigantismo do evento brasileiro
que os 75 mil registrados em 2024. Segundo o balanço divulgado pelo Instituto Brasilei- ro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), 44% do público veio de fora do estado do Rio e houve participantes de 77 países. A edição desse ano reuniu mais de 670 expositores, 100 patrocinadores e 57 star- tups. No congresso foram apresentados 924 trabalhos técnicos. O IBP informou impacto de R$ 593 milhões na economia fluminense, ocupação hoteleira de 84% durante o perío- do e 13.881 empregos diretos relacionados à operação do evento. A programação reuniu dirigentes das prin- cipais empresas de petróleo e gás em atividade no país, representantes do merca- do financeiro, fornecedores, pesquisadores e executivos de diferentes segmentos da ca- deia de energia. Exploração de novas reservas, investi- mentos no Brasil, licenciamento ambien- tal, financiamento, gás natural, campos maduros, cadeia offshore e formação profissional estiveram entre os assuntos discutidos durante os quatro dias.
Por Fabiano Reis
Foto: Divulgação
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MATÉRIA DE CAPA
Rojas, diretor comercial de gás e líquidos da TotalEnergies; Jorge Hijjar, presidente da TBG; e Rodrigo Soares, gerente geral da Shell Energy Trading Brasil. O consenso sobre as soluções logísticas para viabilizar a chega- da desse insumo ao mercado brasileiro foi destaque no debate entre os executivos. O avanço acelerado da produção em Vaca Muerta apresenta potencial promissor, porém fazer com que esse gás chegue ao mercado brasileiro é um desafio de infraes- trutura logística. Para superar esse gargalo, houve consenso de que o escoamento via gasodutos — aproveitando a infraestrutu- ra existente na Bolívia ou ampliando rotas no Sul do Brasil — e a exportação via gás natural liquefeito (GNL) são soluções com- plementares que trazem flexibilidade e escala para conectar as bacias argentinas aos centros de consumo. Para o executivo da PAE, o movimento ultra- passa as fronteiras bilaterais. “Acredito que todos nós que trabalhamos na indústria da energia aqui na América do Sul temos que posicionar a região como uma exportadora de energia mais sustentável para o mundo inteiro de maneira segura. Nós podemos aportar para o mundo mais segurança que outras regiões nem sempre conseguem entregar”, afirmou Catalano.
Um dos pilares dessa estratégia maríti- ma é o projeto em desenvolvimento pela Southern Energy (SESA), consórcio liderado pela PAE e formado por YPF, Pampa Energía, Harbour Energy e Golar LNG. A iniciativa prevê a operação de duas unidades flutuantes de liquefação (Hilli e MKII/Esperanza) na costa argentina, com capacidade para produzir cerca de 6 milhões de toneladas de GNL por ano. A competiti- vidade do projeto já se reflete no mercado internacional, com 80% da capacidade do primeiro navio contratada pela empresa alemã SEFE (Securing Energy for Europe). Catalano afirmou que parte desses volumes poderá chegar ao Brasil, especial- mente em uma primeira etapa, contribuindo para atender às necessidades de flexibilida- de do sistema elétrico brasileiro em momen- tos de menor disponibilidade hídrica. “Todo o trabalho que vem sendo realizado há 15 anos para consolidar Vaca Muerta já está se materializando de maneira concreta, e o GNL é uma via de monetização do gás natural muito importante para nos consoli- darmos definitivamente como uma região exportadora, e não importadora”, concluiu o diretor geral.
O gás natural também foi discutido por representantes da ANP, Petrobras e da indús- tria de base. Transporte, escoamento, tribu- tação e competição foram apontados como fatores que interferem no preço e na capaci- dade de atrair novos consumidores industriais.
Segundo os executivos, prolongar a opera- ção desses ativos permite adiar o descomis- sionamento e manter a demanda sobre a cadeia de fornecedores.
Foto: Divulgação
Argentina amplia sua oferta de gás
A constatação de que a qualidade desses recursos permite atender simultaneamente aos mercados local, regional e global uniu na ROG.e 2026 a visão de especialistas como Alejandro Catalano, diretor geral da Pan American Energy (PAE) no Brasil; Luciano
A abundância e a alta competitividade do gás natural argentino têm consolidado o país vizinho como potência energética, com potencial para atuar como fornecedora regional estratégica.
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MATÉRIA DE CAPA
Liderança nacional em O&M offshore
Este ano a empresa assumiu a manutenção integrada e a gestão de ativos em desco- missionamento de 12 unidades offshore na bacia do Ceará, sob responsabilidade da UO RNCE (Rio Grande do Norte Ceará). “Ao longo dos anos, nossa atuação evoluiu para operações integradas que incluem logística offshore, segu- rança das operações
utilidades da Unidade de Processamen- to de Gás Natural (UPGN) do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), com capacidade de processar até 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A atuação em regime de empreitada exige operar ininterruptamente 24 horas por dia, 365 dias por ano, garantindo a continuida- de das utilidades que sustentam a maior UPGN do país, integrada ao gasoduto Rota 3, assegurando o escoamento do gás do pré sal. “As atividades desenvolvidas no offshore e onshore mostram a capacidade da Forship de atuar simultaneamente em ativos de alta criticidade em diferentes frentes operacio- nais, com elevados padrões de confiabilida- de”, destaca o CEO. Fiel às suas origens, a Forship mantém se na liderança na engenharia do comissionamen- to no setor de óleo e gás, tendo atuado em dezenas de projetos de unidades emblemá- ticas, como o FPSO P 50, consolidando ao longo das décadas uma expertise reconhe- cida internacionalmente nessa área. “Essa competência é apoiada por tecnolo- gias próprias desenvolvidas internamente, como o HMSWeb© — plataforma de gestão da qualidade, completamento mecânico e comissionamento utilizada em projetos de alta complexidade e em diversos segmentos industriais”, salienta Fábio Fares.
aéreas, manutenção inte- grada e suporte a ativos em diferentes fases de seu ciclo de vida”, pontua Fábio Fares, presidente e CEO do Grupo Forship.
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Hoje a Forship também responde pela ope- ração e manutenção de primeiro escalão de guindastes, equipamentos e acessórios de movimentação de cargas, além de limpeza industrial para dez unidades offshore que estão operando nas bacias de Santos — os FPSOs replicantes P 66, P 67, P 69, P 68 e P 70, todos no pré sal — e de Campos — a P 52, P 54, P 55 e P 62 e a Unidade de Manutenção e Segurança (UMS), no campo de Roncador. Comissionamento e O&M Além da forte atuação offshore, a empresa participa de diversos projetos de comissio- namento e O&M da indústria onshore. Des- de julho de 2020 responde pela operação, manutenção e serviços de engenharia das
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frota já entregue a uma companhia não operadora para O&M desses ativos. Este ano a empresa passou a prestar esses serviços em dez unidades offshore em produção nas bacias de Santos e Campos. A atuação offshore da empresa vem sen- do expandida de forma contínua na última década, quando a Forship firmou os primei- ros contratos de O&M com a Petrobras. Em 2023 passou a prestar serviços de movimen- tação de cargas e manutenção de guindas- tes e equipamentos de 26 unidades na bacia de Sergipe Alagoas.
O Grupo Forship participou da ROG.e 2026, reafirmando sua posição como um dos principais players brasileiros em operação, manutenção e engenharia de ativos críti- cos no setor de óleo e gás, fortalecendo sua presença nas principais bacias do país e ampliando sua atuação em projetos de alta complexidade. A Forship Engenharia, holding do grupo, responde pela operação e manutenção integrada de 38 plataformas em processo de descomissionamento nas bacias de Sergipe Alagoas (26 unidades) e Ceará (12) — a maior
O sucesso da ferramenta levou à criação da
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MATÉRIA DE CAPA
HMSWeb Tecnologia da Informação, empresa independente dedicada a oferecer a plataforma ao mercado global de óleo e
gás, indústria naval e outros setores como mineração, energia, infraestrutura, agroin- dústria, papel e celulose.
Estamos falando de quase US$ 150 milhões que a gente antecipou porque nós tínhamos as locações, nós tínha- mos tudo preparado e a gente tinha material em estoque”, afirmou.
destinadas à apresentação de produtos, serviços e soluções técnicas. Participaram do lançamento representantes da Petrobras, Transpetro, IBP, Sinaval, ABEE- MAR e ApexBrasil. Entre os projetos citados esteve o Programa Mar Aberto, da Transpe- tro, destinado à renovação da frota.
Alta do petróleo faz Prio antecipar planos de perfuração de poços
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Ao falar sobre investimentos fora do Brasil, o executivo disse que a parte americana do Golfo do México continua sendo a região analisada pela companhia por ter caracterís- ticas compatíveis com seu modelo de ope- ração. A Prio está próxima da marca de 200 mil barris produzidos por dia. Indústria de O&G lança plataforma Search IBP e Petrobras realizaram, no terceiro dia do evento, o FPSO Supply Connections, rodada voltada à aproximação entre fornecedores e grandes compradores da indústria naval e offshore. Durante o encontro foi lançada a plataforma Search, desenvolvida por Sinaval, ABEEMAR e ApexBrasil. A ferramenta reúne deman- das de grandes projetos de FPSOs para que fornecedores possam identificar oportu- nidades de fornecimento de produtos e serviços. A rodada teve 12 empresas âncoras na- cionais e internacionais e 37 fornecedores selecionados pelo IBP e pela Petrobras. As reuniões, com duração de dez minutos, foram
O sistema de completação inteligente total- mente elétrica foi o carro chefe da deeptech ouronova na ROG.e. A solução foi projetada para atender às demandas operacionais de poços em águas ultraprofundas, onde inter- venções são complexas e a confiabilidade do sistema é determinante para a segurança da operação. A solução já é reconhecida pelo mercado, que vem incorporando componentes do sistema que acompanham a evolução da engenharia submarina para operar em pro- fundidades superiores a 2.800 metros, como demonstrado por campanhas recentes na margem equatorial e por projetos no pré sal. Foto: Divulgação
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Peregrino e outros dois em Frade. Monteiro explicou que as locações estavam definidas e havia material e equipamentos disponíveis, o que permitiu adiantar o cronograma. “A gente tem uma carteira de projetos, uma quantidade de poços que a gente pode perfurar por ano.
A Prio antecipou cerca de US$ 150 milhões em investimentos previstos inicialmente para 2027. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Roberto Monteiro, durante o Strategic Talks. Com a alta do petróleo, a empresa decidiu iniciar a perfuração de dois novos poços em
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MATÉRIA DE CAPA
o gerenciamento preciso de zonas produto- ras, ajustando o fluxo conforme a dinâmica do reservatório; e a válvula de segurança subsuperficial elétrica (eSSV), que reforça a barreira primária do poço, garantindo fecha- mento rápido e confiável em condições de alta pressão e temperatura. Ambos os equi- pamentos são desenvolvidos pela ouronova em parceria com a Galp, utilizando recursos da cláusula de PD&I da ANP. “A expansão da exploração offshore brasi- leira para lâminas d’água que hoje já supe- ram os 3 mil metros exige sistemas de com- pletação que funcionem como plataformas inteligentes, não apenas como conjuntos de equipamentos”, observa o executivo. Poços como Morpho, Monai, Curaçao e Tortuga Leste — todos acima de 7 mil metros de profundidade total — reforçam a necessidade de soluções elétricas integra- das, capazes de operar com precisão e segu- rança em ambientes onde intervenções são complexas e de alto custo. “A ouronova oferece ao mercado uma solução alinhada às demandas reais das operações ultraprofundas — uma solu- ção que aumenta eficiência, segurança e confiabilidade desde o núcleo da operação: o poço”, conclui Eduardo Costa.
No núcleo da solução está o eSCM, tecnologia da ouronova, responsável por integrar ener- gia, comunicação e controle entre o topside e o fundo do poço. O sistema é composto por três módulos principais, entre os quais um EPU (Electrical Power Unit) dedicada ao fornecimento e gerenciamento de ener- gia elétrica para o sistema de completação, e um modem de comunicação sobre linha de energia, com alcance de até 20 km, per- mitindo transmissão de grande volume de sinais em tempo real. Essa arquitetura digital substitui linhas hidráulicas por um sistema elétrico monito- rável e controlável continuamente, garan- tindo resposta precisa de válvulas, sensores e atuadores mesmo em ambientes de alta pressão e longas distâncias.
A energia inteligente no poço
“Em poços ultraprofun- dos, essa capacidade se torna um fator crítico para segurança ope- racional, diagnóstico e tomada de decisão”, frisa o CEO da ouronova, Eduardo Costa.
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A solução já é reconhecida pelo merca- do, que vem incorporando componentes do sistema que acompanham a evolução da engenharia submarina para operar em profundidades superiores a 2.800 metros, como demonstrado por campanhas recen- tes na margem equatorial e por projetos no pré sal.
O sistema de completação inteligente total- mente elétrica foi o carro chefe da deeptech ouronova na ROG.e. A solução foi projetada para atender às demandas operacionais de poços em águas ultraprofundas, onde intervenções são com- plexas e a confiabilidade do sistema é deter- minante para a segurança da operação.
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Complementando o eSCM, dois equipamen- tos em desenvolvimento ampliam a robustez da completação inteligente: uma válvula de controle de fluxo elétrica (eICV), que permite
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MATÉRIA DE CAPA
Janela de oportunidades para o setor de O&G O financiamento da cadeia de petróleo e gás foi discutido no Fórum de Supply Chain. Executivos do BTG Pactual e da Euronext disseram que aumentou a disposição das instituições financeiras para financiar proje- tos do setor. O CEO da Euronext, Oivind Amundsen, afirmou que bancos e investidores estão mais presentes nas operações de petróleo e gás. “Hoje, os bancos estão mais abertos a projetos de petróleo e gás, e os investidores estão presentes”, disse. Arlindo Carvalho, sócio do BTG Pactual, avaliou que o mercado financeiro brasilei- ro conhece melhor o funcionamento da indústria do que há uma década. No caso de empresas que pretendem fazer uma oferta pública inicial de ações, chamou atenção para a escolha do momento e do mercado onde os papéis serão negociados. Trava no licenciamento ameaça atração de capital Representantes de Repsol Sinopec, TotalE- nergies, Chevron e Galp discutiram a com- petição internacional pelos recursos destina- dos a projetos de exploração e produção. Os executivos afirmaram que o potencial das reservas brasileiras é acompanhado por questões regulatórias, tributárias e ambien-
tais que entram no cálculo das companhias antes da aprovação dos investimentos. Projetos offshore exigem aportes bilioná- rios e podem permanecer em operação por décadas. Nesse período, o Brasil disputa recursos com outras áreas produtoras, entre elas Guiana e Suriname. A presidente da TotalEnergies no Brasil citou processos ambientais que podem levar de dois a três anos para serem definidos. Representantes das empresas defenderam previsibilidade das regras, estabilidade dos contratos e continuidade dos leilões de exploração e produção. A Repsol Sinopec apresentou o projeto Raia, com investimento previsto de US$ 9,2 bilhões e estimativa de geração de 50 mil empregos. A Chevron falou sobre a amplia- ção de sua presença exploratória nas bacias do Amapá e de Pelotas. Campos gigantes em produção: do pro- jeto à implementação O CEO da ExxonMobil Brasil, Alberto Ferrin, tratou da exploração de novas bacias brasileiras além do pré sal. Ao falar da experi- ência da companhia na América Latina, citou a Guiana, onde a ExxonMobil opera quatro FPSOs e constrói outros três. Aurélie Clave, vice presidente de águas profundas e ultraprofundas da TotalEnergies, apontou eficiência operacional, controle de
Nova estrutura portuária
A nova estrutura também reforça o posicio- namento de Itaguaí como polo portuário e logístico. A Resolução da ANP nº 1.007/2026 atualizou as regras de distribuição de royal- ties relacionadas às operações de embarque e desembarque de petróleo e gás, trazen- do novos elementos para o debate sobre a distribuição das receitas geradas por essas atividades e seus efeitos para os municípios. Para Itaguaí, o aumento da capacidade portuária tende a favorecer o crescimento de empresas do segmento, criando opor- tunidades para fornecedores, prestadores de serviços e soluções logísticas. A maior disponibilidade de infraestrutura também poderá tornar a região mais atrativa para novos negócios.
O Porto Sudeste, terminal portuário privado localizado em Itaguaí, no Rio de Janeiro, está ampliando sua infraestrutura para atender ao crescimento da movimentação de petró- leo e derivados no país. Com conclusão prevista para o primeiro s emestre de 2027, o projeto criará uma área dedicada ao petróleo e derivados, aumen- tando a previsibilidade da programação dos navios com a entrada em operação dos dol- fins — estruturas marítimas que permitem a atracação e amarração de embarcações. A expansão ocorre em um cenário de cres- cimento da produção brasileira, especial- mente nos campos do pré sal. À medida que novos volumes chegam ao mercado, cresce também a necessidade de infraestru- tura portuária, embarcações e soluções de transbordo capazes de tornar o escoamento mais eficiente. “Esse avanço aumenta a demanda por estruturas capazes de dar maior eficiência ao escoamento e atender ao aumento dos fluxos de carga. A ampliação da capacidade do Porto Sudeste contribuirá para reduzir restrições logísticas e oferecer maior flexibi- lidade às empresas que atuam na produção, no transporte marítimo e na comercialização de petróleo e derivados”, afirma Jayme Nico- lato, CEO do Porto Sudeste.
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Segundo o IBP, o material foi elaborado a partir do trabalho da Comissão de Respon- sabilidade Social, formada por 45 especialis- tas de empresas associadas, e pretende reu- nir experiências que possam ser conhecidas e compartilhadas entre as companhias.
“Não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, afirmou durante conversa com o presidente do IBP, Roberto Ardenghy. Chambriard falou sobre as campanhas ex- ploratórias da Petrobras na margem equato- rial, incluindo atividades no Amapá e no Rio Grande do Norte. A estatal também mantém projetos no exterior, com descobertas de gás na Colômbia e ativos na Costa do Mar- fim, Namíbia e México. Sobre o abastecimento brasileiro de diesel, a presidente afirmou que a companhia es- tuda incluir no Plano Estratégico 2027 2031 investimentos para aumentar a capacidade de refino e chegar ao atendimento de 100% da demanda nacional. IBP lança caderno inédito com 60 proje- tos socioambientais O IBP lançou durante a ROG.e o Caderno Projetos e Iniciativas de Responsabilidade Socioambiental das Empresas de Energia. A publicação reúne 60 iniciativas de empresas associadas. Os projetos abrangem educação, qua- lificação profissional, geração de renda, empreendedorismo, saúde, cultura, esporte, diversidade, meio ambiente, direitos huma- nos e desenvolvimento comunitário.
custos, redução das emissões e menor prazo entre a descoberta e o primeiro óleo como condições para a execução dos projetos de águas profundas. Geopolítica do Atlântico O CEO da SBM Offshore, Øivind Tangen, rela- cionou as mudanças no mercado de energia às instabilidades internacionais e às dificul- dades de circulação pelo Estreito de Ormuz. Segundo Tangen, a situação aumenta a importância dos ativos localizados na Bacia do Atlântico. Além de Brasil e Guiana, o executivo citou Namíbia, Nigéria e Suriname entre as regiões acompanhadas pela indús- tria. No Brasil, a margem equatorial aparece entre as áreas consideradas para expansão da produção. Desenvolvimento territorial e impacto local no onshore O Fórum de Produtores Independentes discutiu a operação de campos terrestres maduros e os efeitos econômicos da manu- tenção desses ativos. Empresas do segmento afirmaram que a extensão da vida dos campos evita o descomissionamento antecipado e mantém contratos, empregos e serviços nas cidades onde estão instalados. A PetroReconcavo informou ter destinado R$ 1 bilhão a fornecedores regionais.
Contratação de empresas locais, capacitação profissional e ações ambientais e culturais foram citadas entre as atividades realizadas pelas produtoras nos municípios onde operam. Presidente da Petrobras defende explo- ração ativa e prevê atendimento de 100% do mercado nacional de diesel No encerramento da ROG.e, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, defendeu a continuidade da exploração de petróleo para reposição das reservas da companhia.
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“O Brasil está se consolidando como um dos hotspots do mercado mundial no setor e uma alternativa muito relevante no atual contexto geopolítico”, afirmo Roberto Ar- denghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo o executivo da entidade organiza- dora, a ROG.e 2026 foi uma edição histórica, comprovando o bom momento vivido nova- mente pela indústria brasileira de petróleo, gás e energia. “Os investidores enxergam o mercado brasileiro como um porto seguro e uma boa opção para o suprimento global de energia”, conclui.
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A edição de 2026 também levou atividades para fora do Riocentro. Mais de mil pessoas participaram da Energy Run, realizada no dia 20, na Lagoa Rodrigo de Freitas. A progra- mação musical do ROG.e Fest teve sete atra- ções, entre elas Xande de Pilares, Toni Garri- do, Elba Ramalho e Monobloco.
Inovação tecnológica e dedicação à indústria
No Young Summit, parte da programação foi dedicada à formação de profissionais de ciência, tecnologia, engenharia e matemáti- ca. Especialistas da Unicamp e representan- tes do mercado discutiram a aproximação entre universidades e empresas por meio de startups e projetos de inovação.
Com 45 anos de atuação no setor, o executi- vo iniciou a carreira em 1981, quando a pro- dução brasileira estava em aproximadamen- te 200 mil barris diários.
O último dia teve a entrega dos prêmios Leopoldo Miguez de Mello e Plínio Canta- nhede. Carlos Tadeu da Costa Fraga recebeu o Prêmio Leopoldo Miguez de Mello.
FEPE EM AÇÃO NA ROG.e 2026
Movimento reforça agenda nacional de educação, pesquisa e empreendedorismo no festivalde energia
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O Prêmio Plínio Cantanhede foi entregue aos autores dos trabalhos técnicos selecionados em diferentes áreas. Entre os temas premiados estavam integri- dade de poços complexos em águas profun- das, armazenagem de gás natural, materiais críticos para as metas climáticas brasileiras
e uso de dados no acompanhamento de plataformas offshore. Também foram pre- miados trabalhos sobre inclusão e mentoria profissional e uma pesquisa desenvolvida por jovens profissionais sobre reúso de água e aproveitamento da biomassa do algodão colorido para a produção de combustíveis sustentáveis.
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Inovação para Transição Energética do Cenpes/Petrobras. O debate destacou a urgência de integrar universidades, centros de pesquisa e indús- tria para formar profissionais capazes de liderar a transição energética e reduzir desigualdades regionais. Em seguida, Roberta Mendes moderou o painel “O papel da educação na trans- formação do Brasil: iniciativas em anda- mento”, com a participação de Elizabete Lucas (UFRJ — Universidade Federal do Rio de Janeiro), Mateus Freitas (SENAI — Serviço Nacional de Aprendizagem Indus- trial) e Nara Bokbo (IMPATech — Instituto de Matemática Pura e Aplicada Tech). Os convidados apresentaram projetos que estimulam carreiras STEM desde a infância, valorizam o professor e ampliam a formação técnica como estratégia para inclusão social e desenvolvimento econômico. O terceiro painel, “ Oportunidades para escalar a inovação”, foi conduzido por Orlando Ribeiro, CEO da Okeanos, ao lado de Hudson Zanin (Unicamp), Luiz Man- darino , diretor da MIT Technology Review Brasil (Massachusetts Institute of Techno- logy), e Luiz Miranda , sócio diretor da Navarra. A discussão abordou caminhos para transformar pesquisa em negócios, fortale- cer políticas públicas de inovação e aproxi- mar startups da cadeia energética.
O FEPE — Fórum de Educação, Pesquisa e Empreendedorismo — teve participação de destaque na ROG.e 2026, levando ao Young Summit uma agenda que conecta formação de talentos, inovação científica e estímulo ao empreendedorismo como pilares para transformar o Brasil. Lançado em março no Cenpes (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello da Petrobras), o FEPE chegou ao maior evento de energia do país com três painéis de alto impacto e o lançamento de seu Re- latório Especial, consolidando sua atuação como articulador de políticas e caminhos para o futuro da educação e da ciência no setor energético.
À tarde, as lideranças do Fórum se reuniram no estande do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) para o lançamento do Relatório Especial do Fórum de Educação, Pesquisa e Empreendedorismo (FEPE), que sintetiza diagnósticos, propostas e priorida- des para o avanço da educação, da pesquisa e do empreendedorismo no setor energéti- co brasileiro. O FEPE tem como objetivo promover ações fundamentadas em três pilares: Educação, com estímulo às carreiras STEM desde a infância, valorização do professor, inclusão e formação técnica para reduzir desigualda- des regionais; Pesquisa, buscando o equilí- brio entre ciência básica e aplicada, incen- tivo à diplomacia científica e formação de pesquisadores com perfil empreendedor; e
Empreendedorismo, com foco em mas- terclasses, capacitação, conexão com o mercado e políticas públicas que impulsio- nem inovação e novos negócios. A presença do FEPE na ROG.e 2026 mostrou que o Brasil tem condições de liderar não apenas a produção energética, mas também a formação de pessoas, ideias e soluções que moldarão o futuro do setor. Ao reunir universidades, empresas, pesqui- sadores, jovens e empreendedores, o Fórum se consolida como uma plataforma estraté- gica para preparar o país para os desafios da transição energética e da economia do conhecimento.
Os motores de transformação
No dia 22, no Pavilhão 4, lideranças do FEPE participaram de três painéis no Young Sum- mit — um dos principais eventos paralelos da ROG.e, dedicado à formação de jovens profissionais e ao debate sobre o futuro da energia. O primeiro painel, “Como transformar o Brasil com educação, pesquisa e empre- endedorismo” , foi moderado pelo professor Marcelo Castro (Unicamp — Universidade Estadual de Campinas) e reuniu Ana Frattini, pró reitora de pesquisa da Unicamp; Glau- ber Cruz, professor da UFMA (Universida- de Federal do Maranhão); e Roberta Alves, gerente geral de Pesquisa, Desenvolvimento e
Saiba mais: www.fepebrasil.com.br
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OFFSHORE
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (operação & manutenção) offshore e amplia atuação em ativos críticos de óleo e gás O Grupo Forship reafirma sua posição como um dos principais players brasileiros em operação, manutenção e engenharia de ativos críticos no setor de óleo e gás, forta- lecendo sua presença nas principais bacias do país e am- pliando sua atuação em projetos de alta complexidade.
Esse ano empresa assumiu a manutenção integrada e a gestão de ativos em desco- missionamento de 12 unidades offshore na bacia do Ceará, sob responsabilidade da UO-RNCE (Rio Grande do Norte-Ceará). “Ao longo dos anos, nossa atuação evo- luiu para operações integradas que incluem logística offshore, segurança das operações aéreas, manutenção integra- da e suporte a ativos em diferentes fases de seu ciclo de vida”, pontua Fabio Fares, presidente e CEO do Grupo Forship.
Hoje, a Forship também responde pela operação e tarefas de manutenção de primeiro escalão de guindastes, equipa- mentos e acessórios de movimentação de cargas, além de limpeza industrial para dez unidades offshore que estão operando nas bacias de Santos – os FPSOs replicantes P-66, P-67 e P-69, P-68 e P-70, todos no pré-sal – e de Campos – a P-52, P-54, P-55 e P-62 e a Unidade de Manutenção e Segurança (UMS), no campo de Roncador.
PRESENÇA EM QUATRO BACIAS
Forship Engenharia, holding do Grupo, responde hoje pela operação e manutenção inte-
A atuação offshore da empresa vem sendo expandida de forma contínua na última década, quando a Forship firmou os primeiros contratos de O&M com a Pe- trobras. Em 2023, passou a prestar serviços de movimentação de cargas e manutenção de guindastes e equipamentos de 26 unidades na bacia de Sergipe-Alagoas.
grada de 38 plataformas em processo de descomissionamento nas bacias de Sergi- pe-Alagoas (26 unidades) e Ceará (12) – a maior frota já entregue a uma companhia não operadora para O&M desses ativos. Este ano, a empresa passou a prestar es- ses serviços em dez unidades offshore em produção nas bacias de Santos e Campos.
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